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Ministro diz que militares voltarão às ruas do Rio “em breve”

Raul Jungmann se negou a informar a data exata para que as Forças Armadas retornem à cidade

Por Agência Estado - Atualizado em 4 ago 2017, 12h31 - Publicado em 4 ago 2017, 12h30

O ministro da Defesa, Raul Jungmann, disse à reportagem que “muito em breve” os militares das Forças Armadas voltarão às ruas do Rio. Jungmann, no entanto, se negou a precisar quando ocorrerá este retorno do patrulhamento pelas tropas federais, justificando que isso acontecerá, a exemplo da primeira vez, “de surpresa”, “por um tempo determinado”, “por demandas específicas”, “para trabalhar atendendo aos levantamentos feitos pela inteligência”.

O presidente Michel Temer está pessoalmente empenhado na melhoria das condições de segurança do Rio e pediu aos ministros envolvidos nas operações atenção especial para o caso. No domingo, o próprio Temer sobrevoou de helicóptero várias regiões da cidade. Militares ouvidos pelo Estadão/Broadcast consideram a iniciativa “arriscada”.

Jungmann, que nesta quinta-feira, 3, mais uma vez, embarcou para a capital carioca, a fim de participar na sexta de reuniões na Escola Superior de Guerra, vai apresentar as várias operações que estão sendo realizadas pelo País, como a Ostium, da Força Aérea Brasileira, que está reforçando a vigilância no espaço aéreo principalmente na fronteira com a Bolívia e Paraguai, combatendo voos irregulares.

O ministro reconheceu que a presença das Forças Arnadas nas ruas “inibe a ação do crime, mas não reduz a capacidade operacional deles”. Para ele, “militar na rua é como anestesia. Quando acaba o efeito, ela passa e a dor volta do mesmo jeito”.
E emendou: “a nossa lógica é atacar a redução da capacidade operacional do crime, que precisa ser golpeado e será golpeado”.

Segundo o ministro, só atacando a raiz do problema, com retirada de armas de circulação, atacando o financiamento das drogas e do tráfico, é que se conseguirá alguma vitória. “Quando as forças federais entram, o crime tira férias e, quando volta, eles vêm de forma pior ainda”, emendou ele, avisando “que nós nunca prometemos mágica, nem pirotecnia”.

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Ele completou dizendo que “todo trabalho será feito de forma gradual e em ação integrada e de inteligência”. A entrada dos militares, repetiu, será eventual e localizada, por período específico.

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