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Intervenção federal não impede disparada de mortes por ações policiais

Número de homicídios cometidos por agentes em serviço mais que duplicou em relação a 2015

Por Redação VEJA RIO - 17 jul 2018, 16h22

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A intervenção federal na área de segurança pública não impediu que o número de mortes decorrentes de ação policial disparasse no Rio entre março e junho de 2018. Nesse período, o Instituto de Segurança Pública registrou 507 homicídios nessas circunstâncias, contra 201 no mesmo período de 2015. Os dados foram divulgados pelo órgão nesta terça (17).

De acordo com os números, esse tipo de ocorrência não parou de crescer no período analisado, embora aumente percentualmente menos a cada ano. Entre 2015 e 2016, saltou de 201 para 298, um incremento de 48%. No biênio seguinte, de 397 para 507 ou 27%. Se três anos atrás a cidade do Rio concentrava a maior quantidade de casos, hoje o cenário mudou. Após um aumento de quase 300% nos assassinatos de 2015 para cá, a Baixada registrou 191 casos entre maio e junho de 2018, mais de um terço do total verificado no estado.

As mortes em função de operações policiais são episódios traumáticos com os quais, muitas vezes, o Estado brasileiro tem dado provas de que não sabe lidar da melhor forma. Um exemplo é o caso do menino Marcos Vinicius, morto de uniforme escolar durante uma ação policial no Complexo da Maré no último dia 20. Netsa terça (17), a Folha de São Paulo noticiou a decisão judicial que negou tratamento psicológico particular à família da vítima, deferida pela juíza Mônica Teixeira. A magistrada entendeu que o serviço prestado pela rede pública seria o suficiente. Mas, como mostram os dados, nem sempre a oferta da máquina pública é a melhor alternativa para os cidadãos no Rio e no Brasil.

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