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Instrutor de voo livre salta de parapente com vira-lata

Objetivo do piloto, que possui ONG de proteção a animais, é chamar a atenção sobre bichinhos abandonados

Por Redação VEJA RIO - 17 jul 2018, 17h03

A Sociedade Niteroiense Protetora dos Animais (Sonipa) é uma ONG que cuida de 28 cães e 12 gatos que estavam em situação de abandono. Lá, Luciano Miranda é um dos pilotos da administração. Fora dela, pilota parapente com a ajuda de uma companheira da própria Sonipa, a cadela Dorinha. O objetivo do instrutor é chamar a atenção a atenção para a quantidade de bichinhos abandonados, como mostrou reportagem do G1.

Sem receber recursos e com gastos de R$ 1.200 a cada 20 dias para ração, os resgates têm pesando nas costas de Luciano. Já nas alturas,  ele garante que Dorinha não pesa e que ela fica muito confortável. Antes do voo registrado, o bichinho passou por uma avaliação veterinária – nem todos os cachorros são aptos para voar, principalmente os com problemas articulares e cardiopatas ou que não estejam com as vacinas em dia.

Antes de voar, Luciano explica que fez “testes de decolagem” no chão, onde ajustou os equipamentos de segurança e fez uma análise do comportamento da cadela. Dorinha não foi a única cadela voadora em Niterói. Em 2006, Belinha, que também foi resgatada na rua, foi a primeira a contemplar o voo do Parque da Cidade. Anos depois, a cadela faleceu de leptospirose, e Luciano ficou sem sua parceira de voo.

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