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Helena Rocha auxilia artesãs de comunidades a se inserir no mercado

A jornalista idealizou um polo de criação coletiva que comercializa as peças das profissionais

Por Thaís Meinicke Atualizado em 5 dez 2016, 11h33 - Publicado em 16 jan 2016, 00h00

Ao longo de vinte anos trabalhando como repórter em grandes veículos de imprensa, Helena Rocha acumulou a experiência que lhe despertou o interesse por questões sociais. “Muitas vezes, cobrimos situações tão dramáticas que fica difícil não se envolver com os problemas da cidade”, diz. Essa inquietação fez com que ela começasse a atuar como voluntária no terceiro setor. Hoje, aos 63 anos, comanda seu próprio projeto, a Pipa Social. Fundada em novembro de 2011, a iniciativa funciona como um polo de criação coletiva que auxilia artesãs de comunidades carentes a se inserir no mercado. “Reparei que há bons programas de capacitação, mas isso nem sempre é suficiente. Eles despertam talentos e sonhos, mas as pessoas por vezes ficam frustradas porque não conseguem vender seus produtos. Nosso objetivo é dar visibilidade a essas profissionais e ajudá-las a fazer negócio”, explica. Para tanto, Helena desenvolveu uma metodologia através da qual, além de produzirem e comercializarem suas criações, as artesãs podem se aprimorar por meio de bolsas de pesquisa e palestras. 

“Conseguimos empoderar essas mulheres e melhorar sua autoestima. Isso não tem preço”

Tão logo tirou a ideia do papel, Helena subiu pessoalmente morros cariocas para encontrar artesãs dispostas a trazer seu trabalho para a formalidade. “Visitei cada uma delas, conheci suas oficinas e montei um banco de talentos”, conta. Desde então, já passaram pelo projeto 95 mulheres de 49 comunidades — atualmente, são dezesseis as profissionais participantes. Todo o material utilizado na confecção das peças é doado por parceiros. O processo de criação é desenvolvido com o auxílio de alunos de faculdades de moda e design. As artesãs recebem por cada peça fabricada e devem comparecer ao ateliê pelo menos cinco vezes por mês — em uma delas, para assistir às palestras de orientação profissional. No projeto — que recentemente ganhou uma loja temporária no Shopping Rio Sul, onde fica até o fim de fevereiro —, as participantes aumentaram em 40% sua renda familiar. “Além de ajudarmos financeiramente, conseguimos empoderar essas mulheres e melhorar sua autoestima. Isso não tem preço”, comemora a idealizadora. 

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