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Há cem anos erguia-se o castelo mourisco, na Avenida Brasil

A construção teria sido inspirada em dois prédios europeus: a sinagoga de Berlim e o Palácio Montsouris, em Paris

Por Rafael Sento Sé - 1 jun 2018, 08h44

O cientista Oswaldo Cruz e o engenheiro português Luiz Moraes Júnior se conheceram num trem do ramal da Leopoldina. Responsável pela erradicação da febre amarela no início do século XX, o brasileiro estava a caminho de Manguinhos, onde já funcionava um laboratório municipal, e Moraes Júnior se dirigia à Igreja da Penha, cujo vigário o havia contratado para realizar obras de melhorias. Desse encontro fortuito resultou o convite ao profissional lusitano para projetar o castelo mourisco que ainda hoje sobressai na paisagem tumultuada e poluída da Avenida Brasil. A construção emblemática completa seu centenário em 2018 e teria sido inspirada em dois prédios europeus: o Palácio Montsouris, que abrigava um laboratório de análises bacteriológicas em Paris, frequentado por Oswaldo Cruz em seu período de estudos no Instituto Pasteur, e a sinagoga de Berlim, visitada pelo cientista e pelo engenheiro em 1907, por ocasião da Exposição Internacional de Higiene, na capital alemã.

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