Grande Rio e Unidos de Padre Miguel questionam resultados do Carnaval

A agremiação da Zona Oeste acabou rebaixada para a Série Ouro, enquanto Já a Tricolor de Caxias ficou com o vice-campeonato, atrás da Beija-Flor por 0.1 ponto

Por Redação VEJA RIO Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
Atualizado em 7 mar 2025, 15h31 - Publicado em 7 mar 2025, 15h30
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Grande Rio: com um dos desfiles mais elogiados deste Carnaval, escola ficou em segundo lugar por 0.1 ponto  (Marco Terranova/Riotur)
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A Unidos de Padre Miguel e a Grande Rio estão questionando os resultados dos desfiles do Grupo Especial do Carnaval carioca. As duas escolas anunciaram que irão entrar com recursos na Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa).

A agremiação da Zona Oeste, que subiu para o Grupo Especial após 52 anos, acabou rebaixada para a Série Ouro. Já a Tricolor de Caxias ficou com o vice-campeonato e, caso sua reivindicação seja aceita, dividirá o primeiro lugar com a Beija-Flor.

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Na madrugada desta sexta (7), a UPM anunciou que irá apresentar um pedido formal de reavaliação das notas. A agremiação ficou em último lugar entre as doze do Grupo Especial, com 266.8 pontos, 1.1 atrás da vizinha de bairro Mocidade Independente de Padre Miguel, que recebeu 267.9 pontos.

“Durante a revisão das justificativas, foram identificadas inconsistências graves, incluindo penalizações em quesitos específicos devido a uma falha técnica no caminhão de som — um problema alheio à responsabilidade da Unidos de Padre Miguel e que, portanto, não deveria ter resultado em perda de pontos”, argumenta a escola.

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A Grande Rio, por sua vez, perdeu o título para a Beija-Flor de Nilópolis por 0.1 ponto (270 a 269.9), porque dois jurados deram 9.9 no quesito bateria para a Tricolor. A agremiação questiona os argumentos apresentados por eles.

Ary Jayme Cohen, jurado responsável pelas notas no módulo 2, alegou que houve imprecisão dos percussionistas. “Na última convenção apresentada ainda no módulo do julgador no final da bateria com os atabaques, a resposta das caixas sugeriu uma imprecisão com efeito de (flam)”, afirmou ele, na justificativa.

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Flam é um rudimento de percussão que consiste em bater no instrumento com as duas mãos quase que ao mesmo tempo, separando ligeiramente as notas. No caso na bateria da escola, ele teria sido acidental, ou seja, teria havido falta de sincronia entre os ritmistas

A jurada Geiza Carvalho, por sua vez, disse que “não houve projeção sonora do instrumento” no módulo 4. Os instrumentos analisados, nesse caso, foram os curimbós. “Mestre Fafá, os curimbós soaram baixíssimos na apresentação da bateria no modulo 4”, escreveu ela.

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Fabricio Machado de Lima, o Fafá, argumenta que a possível falha que impediu que os instrumentos fossem ouvidos não seria da bateria, e sim uma falha mecânica.

“0.1 décimo perdido por não ter ouvido os curimbós. Até desse vídeo da arquibancada dá pra ouvir eles. E, mesmo se não tivesse ouvido, isso é uma falha do som, e não minha. O rapaz com o microfone está lá posicionado na hora. Isso é uma falha mecânica, e não da bateria”, defende ele.

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O Salgueiro, que ficou em sétimo lugar — e, portanto, fora do desfile das campeãs — também reclamou do resultado, dando uma indireta em uma publicação nas redes sociais. A escola foi bastante elogiada durante seu desfile.

“Aos ladrões de plantão, fica o aviso: o Salgueiro não irá se intimidar com essa quadrilha de canalhas que está tentando acabar com o Carnaval, prejudicando aqueles que trabalham com seriedade. O Salgueiro, junto com outras escolas de samba, vai trabalhar para um Carnaval claro, limpo e justo, em respeito ao Carnaval e a todos os amantes da festa”, diz o texto.

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