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Frota carioca de ônibus só será 100% climatizada em 2020

Segundo o movimento Rio Como Vamos, crescimento dos veículos refrigerados é de apenas 2,5% ao mês, ritmo que estoura o prazo dado pela prefeitura

Por Redação VEJA RIO - 30 out 2017, 18h13

De acordo com dados da Prefeitura apurados pelo movimento Rio Como Vamos, o percentual de linhas de ônibus municipais com ar condicionado no Rio de Janeiro passou de 49,9%, em março, para 51,6%, em junho, sendo a primeira vez que a quantidade chega a mais da metade da frota. No entanto, a evolução ainda deixa muito a desejar de acordo com a meta estipulada pela prefeitura.

Em março de 2014, os aparelhos refrigerados constituíam somente 18,9% do total. De lá para cá, esse valor vem crescendo numa média de apenas 2,5% ao mês. De acordo com a coordenadora executiva do Rio Como Vamos, Thereza Lobo, nesse ritmo só haverá aparelhos de ar condicionado em todos os ônibus em fevereiro ou março de 2020.

O alcance da meta estipulada pelo poder público ocorreria quase quatro anos depois do prometido em 2013. Na época, após ação do Ministério Público, a prefeitura anunciou que todos os veículos teriam ar refrigerado até dezembro de 2016. Dois anos depois, houve um reajuste do valor da passagem de R$ 0,20, acima do acordado em contrato e da inflação, para que a quantia subsidiasse a modernização dos carros. Em agosto deste ano, porém, a Justiça do Rio ordenou que o preço caísse para R$ 3,60, alegando irregularidades no último aumento.

Enquanto isso, a idade média dos ônibus também subiu. Há pouco mais de três anos, era de 3,94 anos. Em junho, chegou a 4,67, o maior tempo de uso do período. Por outro lado, a fatia de ônibus com sistema de redução de gases poluentes que atendem aos programas Proconve 7 (brasileiro) e Euro V (europeu) passou de 20,9%, em março de 2014, para 58%, em junho deste ano.

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