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Espécie em extinção no estado, filhote de anta nasce na Região Serrana

Animal foi visto caminhando ao lado de sua mãe na região do Parque Estadual dos Três Picos e da Reserva Ecológica de Guapiaçu, na última quinta (4)

Por Redação VEJA RIO Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
Atualizado em 9 ago 2022, 16h18 - Publicado em 9 ago 2022, 16h16

Antes considerada extinta, a população de antas volta a crescer no estado do Rio. Mais um filhote da espécie foi visto na última quinta (4) por equipes dos projetos Refauna e ANTologia, na região do Parque Estadual dos Três Picos e da Reserva Ecológica de Guapiaçu, em Cachoeiras de Macacu, na Região Serrana.

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Por meio de uma armadilha fotográfica, o filhote foi filmado andando ao lado de sua mãe em uma área reflorestada pelo Projeto Guapiaçu em 2013. Ele é o segundo da espécie nascido este ano e deve ter entre quatro e cinco meses de idade, segundo informações Instituto Asa, realizador do projeto ANTologia.

A gestação de um único filhote de anta dura 13 meses – depois de nascer, o pequenino animal acompanha a mãe por cerca de um ano e meio. “Por isso cada nascimento é muito comemorado pela equipe, e a sobrevivência desses filhotes é nossa maior recompensa e indicativo de sucesso do trabalho de reintrodução”, celebrou o instituto em publicação nas redes sociais.

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Até 2017, quando a espécie voltou a ser reintroduzida na região, o último registro oficial de uma anta no estado tinha sido feito em 1914. Hoje, doze animais vivem de forma livre na mata local, e desses, quatro já nasceram em liberdade. A reintrodução dos animais é capitaneada pelos Projetos Refauna e ANTologia, com financiamento de Furnas, parceria da Reserva Ecológica de Guapiaçu e apoio da Secretaria de Educação de Cachoeiras de Macacu.

A celebração do novo nascimento, no entanto, veio acompanhada de um preocupante alerta. No mesmo local e dia do registro do filhote, as câmeras também capturaram a presença de caçadores armados andando na trilha. “Um dos problemas do aumento expressivo do acesso às armas de fogo é pôr em risco nossa fauna, incluindo espécies ameaçadas de extinção, e a equipe que está constantemente em campo”, explica o Instituto Asa.

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Nos últimos quatro anos, houve um aumento de 474% no número de registros de Caçadores, Atiradores e Colecionadores no país, segundo dados do Anuário de Segurança Pública.

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