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Enquanto o papa não vem

Parte da programação da Jornada Mundial da Juventude, exposição de obras do acervo do Vaticano e de outras instituições italianas exibe tesouros religiosos no Rio

Por Daniel Hessel Teich - Atualizado em 5 dez 2016, 14h19 - Publicado em 17 jul 2013, 19h05

A visita do papa Francisco durante a Jornada Mundial da Juventude guarda desdobramentos que vão muito além das missas e celebrações religiosas. Um exemplo é a exposição Herança do Sagrado: Obras-Primas do Vaticano e dos Museus Italianos, aberta ao público na última quarta-feira (10) no Museu Nacional de Belas Artes. Ali, entre as 105 peças em exibição, é possível admirar joias como a tela Ressurrezione, de Ticiano, uma rara escultura de Cristo de argila atribuída a Leonardo da Vinci e uma cópia da Pietà de Michelangelo feita na década de 70 para substituir a original, na época danificada a marteladas em um ato de vandalismo ? os organizadores garantem que a peça foi feita com os moldes originais deixados pelo pintor da Capela Sistina. A exibição desse tesouro artístico foi resultado direto do esforço da Igreja Católica de chamar a atenção dos fiéis para os grandes eventos que promove ? no caso do Rio,a visita de 200?000 peregrinos à cidade entre os dias 23 e 28. Desde 1993, é tradição, a cada encontro, montar uma exposição paralela de obras sacras. Nenhuma com essa magnitude. A mostra do MNBA é a maior e mais importante já realizada em comparação com as edições anteriores. Trata-se de um privilégio, sem dúvida. Mas não existe paraíso sem sacrifício. A expectativa é que 7?000 pessoas passem diariamente pelos salões do museu, o que significa encarar uma fila de pelo menos duas horas antes de admirar esse tesouro.

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