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Próxima parada: Governo quer que Leopoldina vire mercado público como os espanhois

Abandonado desde 2001, prédio da Estação Ferroviária Barão de Mauá já quase foi shopping e museu. Mas nada saiu do papel

Por Paula Autran Atualizado em 25 out 2021, 15h58 - Publicado em 25 out 2021, 15h57

Abandonado desde 2001, o prédio da Estação Ferroviária Barão de Mauá, a Leopoldina pode ganhar um destino que o levará para perto da Espanha. O Governo do Estado do Rio de Janeiro, por meio da Secretaria de Infraestrutura e Obras, anunciou que vai elaborar um projeto para transformar a edificação, inaugurada em 1926, em um mercado popular, com espaços para produtores rurais e eventos turísticos e culturais. A inspiração vem dos mercados públicos espanhóis, e a previsão é que o projeto esteja concluído até o fim do ano, quando poderá ser licitado.

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Tombada pelos institutos do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e Estadual do Patrimônio Artístico e Cultural (Inepac), a Estação Leopoldina foi projetada pelo arquiteto inglês Robert Prentice. Desde que foi fechada, há vinte anos, já quase virou shopping e museu. Também serviu de espaço para festas. Mas as transformações náo vieram, e o histório prédio de quatro andares ganhou mesmo foram pichações, rachaduras e todo tipo de sinal de descaso.

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Desde 2013, o Ministério Público Federal tenta na Justiça que o imóvel seja recuperado. Em sentença de setembro deste ano, o juiz Paulo André Espirito Santoda 20ª Vara Federal do Rio, considerou a construção em estado “deplorável” e “digno de dar vergonha”, na sentença que condenou a concessionária SuperVia, assim como a Companhia Estadual de Transportes e Logística (Central) e a União a reformar o imóvel, que conta parte da história do Rio e do Brasil. Ele observou que desde 2017 os réus vêm descumprindo reiteradamente uma decisão neste sentido do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2).

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