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Durante ato no Centro, Chico Alencar fala em indícios de execução

Deputado do PSOL lembra ainda que crime ocorreu menos de um mês após a intervenção militar na cidade

Por Redação VEJA RIO - Atualizado em 15 mar 2018, 15h07 - Publicado em 15 mar 2018, 13h37

A indignação é generalizada: dentre os líderes políticos que se reuniram no protesto contra a morte da vereadora Marielle Franco, realizado na manhã desta quinta (15), na Cinelândia, não há dúvidas sobre os motivos que incitaram o crime. “Essa atrocidade tem todas as características de execução, um crime pensado por grupos de extermínio como resultado da soma de preconceitos e ódio. Não quiseram atirar somente nela, mas em todos que ela representava”, lamenta o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ), sobre o trabalho da ativista em prol de minorias como as mulheres, os negros e os LGBTs. O líder político frisou a necessidade de uma investigação rigorosa e lembrou que o lugar do ataque, no bairro Estácio, é localizado próximo à Prefeitura, ao DETRAN e ao Hospital da Polícia Militar. “Já que a Polícia Civil mais uma vez não foi eficaz, queremos que a Polícia Federal acompanhe essa investigação. Só não apura se não quiser”, conclama. Alencar ainda apontou que o assassinato ocorreu menos de um mês após a intervenção militar na segurança pública do Rio, instaurada pelo presidente Michel Temer no dia 16 de fevereiro. “Isso porque seus defensores supunham que iria inibir a criminalidade”, conclui.

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