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DST pouco conhecida alerta médicos por resistência a antibióticos

Infecção bacteriana mycoplasma genitalium causa dores, secreções e pode levar mulheres à infertilidade.

Por Redação VEJA RIO - 16 jul 2018, 15h38

Segundo um alerta feito por especialistas europeus, uma infecção sexualmente transmissível pouco conhecida pode se transformar em uma superbactéria resistente a tratamentos com antibióticos mais conhecidos. A Mycoplasma genitalium (MG), como é conhecida, já tem se mostrado resistente a alguns deles e, no Reino Unido, autoridades de saúde trabalham com novas diretrizes para evitar que o quadro vire um caso de emergência pública. O esforço é para identificar e tratar a bactéria de forma mais eficaz, mas também para estimular a prevenção, com o uso de camisinha.

Nos homens, ela causa a inflamação da uretra, levando a emissão de secreção pelo pênis e a dor na hora de urinar. Já nas mulheres, pode inflamar os órgãos reprodutivos – o útero e as trompas de falópio – provocando dor, febre, sangramento e até infertilidade. Entretanto, a infecção nem sempre apresenta sintomas e pode ser confundida com outras doenças sexualmente transmissíveis, como a clamídia, que é mais frequente no Brasil.

Por aqui, o Ministério da Saúde diz que monitora a bactéria tanto pelo aumento da prevalência quanto pelo aumento da resistência antimicrobiana. Como esta infecção não é de notificação compulsória no país, ou seja, as secretarias de saúde dos Estados e municípios não são obrigadas a informar os casos, não se sabe quantas são as pessoas atingidas.

No Brasil, o Ministério da Saúde afirma que a realidade ainda é muito diferente da Inglaterra, onde a doença está em níveis mais preocupantes, mas que é necessário identificar os casos e tratá-los para interromper a cadeia de transmissão.

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