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Dragagem das lagoas da Zona Oeste são suspensas pelo estado

O dinheiro destinado ao complexo lagunar foi arrestado pela Justiça para o pagamento da folha salarial do Rio

Por Redação VEJA RIO Atualizado em 5 dez 2016, 11h04 - Publicado em 19 set 2016, 21h07

Apesar de ser um dos compromissos do Plano de Políticas Públicas dos Jogos Olímpicos no Rio, as lagoas da Barra e de Jacarepaguá continuam tomadas de lixo e esgoto. As obras para dragá-las terão contrato suspenso pelo estado ainda nesta semana, por falta de recursos. Já o projeto que trataria os rios da região, também foi abandonado pela prefeitura. 15 quilômetros de lagoas e canais seriam beneficiados.

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Os R$ 673 milhões destinados à iniciativa passaram por diversos trâmites legais como denúncias de cartel do consórcio responsável e contestações do Ministério Público. Quando todas as pendências haviam sido resolvidas, a crise financeira chegou ao estado e todo o dinheiro destinado ao complexo lagunar foi arrestado pela Justiça para o pagamento da folha salarial do Rio.

Felizmente, o sistema de esgoto sanitário do Eixo Olímpico ficou pronto e atende cerca de 260 mil moradores das imediações. As obras evitaram que dejetos da Vila dos Atletas e das arenas acabassem nas lagoas. Hoje em dia, segundo a Cedae, são coletados e tratados 90% do esgoto da Barra, 70% do Recreio e 60% de Jacarepaguá. 

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