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Dez perguntas para o cantor americano Lionel Richie

Recém-homenageado no Grammy, o dono de hits como Hello e Stuck On You faz show histórico no HSBC Arena, na Barra, em 8 de março

Por Daniela Pessoa Atualizado em 5 dez 2016, 11h28 - Publicado em 27 fev 2016, 01h00

1 – Você costuma atender seu telefone cantarolando “Hello, is it me you’re looking for”, um dos seus hits? Olha, cheguei a um ponto da vida em que atendo o telefone ou simplesmente digo “Olá” e as pessoas se divertem. Se eu falo “All night long” ou “Stuck on you”, também fazem trocadilho com as minhas músicas. É muito engraçado!

2 – O que você achou da montagem que mistura o clipe da sua música Hello com o da canção de mesmo nome, da cantora inglesa Adele, que virou sucesso na internet? Primeiro, pensei: “Espera aí, ela fez um cover do meu Hello?”. Depois, vi que são canções completamente diferentes. Mas ninguém, ninguém mesmo, jamais usou essa palavra do jeito que eu a usei na minha música.

3 – Recentemente, você e Adele se encontraram na festa do Grammy, onde você foi homenageado por vários artistas. Como foi? A química foi ótima, a Adele é um doce de pessoa. Assim que ela terminar sua turnê, vou procurá-la e propor um projeto. Seria muito legal trabalharmos juntos.

4 – Quem mais você admira hoje entre os novos talentos da música? Gosto muito dos cantores que também são produtores, como The Weeknd e Bruno Mars. Esses são dois caras que a gente vai ouvir ainda por um bom tempo. E, é claro, Adele.

5 – O tributo a você no Grammy funcionou como um “esquenta” para a sua turnê? Totalmente! Foi uma coincidência que não poderia ter acontecido em melhor momento, porque o mundo inteiro estava assistindo à cerimônia. Além da América do Sul, vou também para a Europa e até para a África. Estou muito animado.

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6 – Os Rolling Stones fizeram um show no Rio em que o Mick Jagger, aos 72 anos, se mostrou cheio de energia. Como você faz para manter o pique aos 66? O segredo é: ninguém está forçando a gente a fazer nada. Fazemos porque é divertido. Vou me aposentar para quê? Eu nunca trabalhei na minha vida. Sempre me pagaram para fazer no palco tudo aquilo que me rendia broncas na escola — falar muito, rir muito, ser muito barulhento.

7 – Teremos alguma surpresa no Rio, como um dueto com um artista brasileiro? Vocês têm artistas fantásticos aí, com quem eu quero tocar, mas não tenho ideia de quem são. Eu deveria saber, mas não sei, e isso é terrível. Já pedi que me passassem uma lista dos expoentes da música brasileira, porque definitivamente preciso conhecê-la mais. Já ouvi falar do funk, por exemplo, mas não sei quem são os destaques.

8 – Quantas vezes você já esteve no Rio? Três. A primeira foi insana, eu me acabei. Fiquei tão louco que não me lembro de nada. Tudo o que sei é que era Carnaval e que as mulheres daí são absolutamente lindas. Elas dançaram a noite inteira. Foi uma loucura. Meu sonho é desfilar no Carnaval. Por favor, me liguem, me convidem!

9 – Nos anos 80, você foi o rei da discoteca. Qual é a sua receita para compor tantos sucessos? Darling, eu encontrei um assunto que nunca sai de moda: o amor. Ninguém quer ouvir “Eu gosto de você”, “Vamos ser amigos”, “Você é uma pessoa legal”. O que queremos é um sonoro “Eu te amo!”. Tudo na vida se resume a isso.

10 – Você se envolve muito com a caridade, e não à toa compôs We Are the World, com Michael Jackson, em prol da África. Pensa em adotar alguma causa no Brasil? Sim, quero muito me envolver. Quando eu chegar ao país, vou dar uma boa olhada no que está sendo feito.

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