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Crivella terá pai de santo com chefe pastor em Direitos Humanos

Nomeação de babalorixá foi divulgada na edição desta terça (29) do Diário Oficial

Por Redação VEJA RIO 29 Maio 2018, 13h29
Reprodução/Facebook

Quem acusa Marcelo Crivella de má vontade com a cultura afro-brasileira terá um argumento a menos a partir desta terça (29). Na edição de hoje do Diário Oficial do município, o prefeito do Rio nomeou para o cargo de assistente na Secretaria Municipal de Assistência Social de Direitos Humanos Roberval Batista de Uzeda, também conhecido como Pai Uzeda.

Para quem não está ligando o nome à pessoa, Pai Uzeda ganhou notoriedade após dar passes no presidente Michel Temer durante uma convenção do PMDB em Brasília em dezembro do ano passado. O feito é orgulhosamente exibido pelo religioso na foto de capa de sua página no Facebook, que é acompanhada por mais de 4 mil usuários. Na nova função, Uzeda terá como chefe o bispo João Mendes de Jesus, pastor da Igreja Universal. Antes de chegar à prefeitura, Uzeda foi candidato a vereador pelo Partido Progressista nas eleições de 2016.

A relação entre Crivella e as manifestações culturais afro-brasileira sempre foi motivo de polêmica. Durante a campanha para a prefeitura do Rio, vieram a público trechos do livro “Evangelizando a África”, no qual o atual prefeito classificava como “diabólicas” as religiões com origem naquele continente. Na ocasião, o político se desculpou pelo “lamentável erro” e definiu suas afirmações como “equivocadas e extremistas feitas por um jovem missionário”. Crivella é bispo licenciado da Igreja Universal.

Em 2017 e 2018, o atual prefeito também não participou da tradicional entrega das chaves da cidade ao Rei Momo. A cerimônia marca o início do carnaval, uma das maiores festas da cidade. No ano passado, Crivella atribuiu a falta à uma doença da esposa. Em 2018, marcou uma viagem para a Alemanha no mesmo período, o que o impediu de participar do evento. A ausência veio acompanhada de um corte da verba destinada às escolas de samba no período.

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