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Crivella é ameaçado de afastamento caso favoreça igrejas na prefeitura

Decisão foi divulgada nesta segunda (16) pelo Tribunal de Justiça do Rio

Por Redação VEJA RIO 16 jul 2018, 17h28
Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro TJRJ/Divulgação

Caso utilize a máquina pública para defender interesses pessoais ou de grupos religiosos, Marcelo Crivella poderá ser afastado do cargo de prefeito do Rio até o julgamento do mérito da causa. A decisão foi anunciada nesta segunda por Rafael Cruz, juiz da 7ª Vara de Fazenda Pública da Capital.

A manifestação acontece após o Ministério Público estadual acionar o Tribunal de Justiça fluminense por conta de um evento realizado no Palácio da Cidade no último dia 4. Na ocasião, Crivella deu declarações que, após serem gravadas e tornadas públicas pelo jornal O Globo, foram interpretadas como oferta de privilégios a membros de igrejas evangélicas.

No texto da decisão, o juiz afirma que o comportamento do prefeito não está de acordo com “a moral, as regras de boa administração, os princípios de justiça e de equidade e a ideia comum de honestidade”. “Além de o Estado não poder pautar sua atuação geral conforme ditames de uma religião específica, proíbe-se que igrejas e grupos religiosos se utilizem do Estado para o fim de conquistar adeptos e privilégios”, escreveu Rafael.

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