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Coronel já foi visto outras quatro vezes com bebê nu

Por medo das ameaças do coronel, a testemunha mudou de endereço e parou de trabalhar

Por Redação VEJA RIO - Atualizado em 5 dez 2016, 11h04 - Publicado em 15 set 2016, 18h10

Uma mulher, que preferiu não ser identificada, alegou que o coronel reformado da Polícia Militar Pedro Chavarry, de 63 anos, já esteve outras vezes dentro do carro com uma criança nua, no estacionamento onde trabalhava. Ela foi a primeira pessoa a perceber que o homem estaria abusando de uma menina de dois anos no último sábado (10).

Segundo a ex-moradora da favela Uga Uga, em ramos, por medo das ameaças do coronel, mudou de endereço e parou de trabalhar. Em depoimento, confirmou que o homem já esteve quatro vezes com um bebê menino, nu, dentro do carro. “Ele ficava horas no estacionamento e não abaixava o vidro. No sábado, quando fui entregar o lanche, ele abriu a porta e vi a menina virada para ele com as pernas abertas e a calcinha mexida para o lado”, contou a mulher, que vai pedir a inclusão do seu nome no Programa Estadual de Proteção a Vítimas e Testemunhas, ao jornal O Dia.

O advogado de Chavarry, David Elmôr, afirma que seu cliente é inocente e que vai pedir sua liberdade provisória na próxima semana.

Entenda o caso 

Preso em flagrante no último sábado (10), o coronel reformado da PM Pedro Chavarry Duarte, de 62 anos, pode ter uma suposta rede de pedofilia por trás de suposta atividade beneficente. O homem estava em um carro estacionado em uma lanchonete, em Ramos, que acionou uma patrulha ao ver uma criança nua chorando no automóvel do coronel. Para a delegada Cristiana Bento, da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítima (Dcav), o crime pode estar ocorrendo há mais de vinte anos.

Chavarry já foi preso no passado, em 1993, ao ser flagrado com uma criança de apenas quatro meses de idade. A menina estava nua, no chão de um apartamento mantido por ele, no período, capitão no batalhão de Bangu. Livrou-se pela acusação de tráfico de crianças e respondeu apenas por maus-tratos – segundo ele, estava com a criança devido a um trabalho assistencial com gestantes carentes. Foi inocentado em segunda instância. Na segunda (12), a Justiça decretou a prisão preventiva de Chavarry que, do primeiro crime até 2016, costumava frequentar igrejas e já havia, inclusive, se filiado a um orfanato. 

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