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Coronavírus: ordem do prefeito é ‘endurecer bem’ a fiscalização nas praias

Sem previsão para voltar ao trabalho nas areias, barraqueiros se desesperam e planejam protesto para segunda (13), em frente à prefeitura

Por Cleo Guimarães - 10 jul 2020, 14h41

A ordem até agora era agir preventivamente. Guardas Municipais e PMs vinham, desde o início do fechamento das praias para banhos de mar e sol, abordando apenas quem desrespeitasse escancaradamente as medidas impostas pela prefeitura. VEJA RIO presenciou a atuação de uma dupla de PMs na Praia da Ipanema, em junho, e constatou: as autoridades só interpelavam quem desse sinais de que permaneceria por algum tempo na areia (se estivesse ao lado de uma canga esticada, ou de um isoporzinho com bebidas, por exemplo). Tudo vai mudar a partir deste fim de semana, garante o prefeito Marcelo Crivella.

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Ainda sem a certeza de que contará com o reforço da Polícia Militar, a ordem agora para os fiscais é abordar o maior número de pessoas possível flagradas desrespeitando a proibição e aplicar uma multa de R$ 107, fundamentada na falta do uso de máscara. Caso o cidadão se recuse a sair da praia ou se houver alguma resistência considerada minimamente despropositada, a orientação do prefeito é para que ele seja levado para a delegacia onde será autuado por desobediência. “Agora vai ser assim”, anunciou o prefeito.

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O episódio do fiscal agredido verbalmente por um casal, dias atrás, na Barra, foi citado por Crivella como um dos motivos que o levaram a ser, teoricamente, mais enérgico na fiscalização das praias, que se manterão fechadas (com algumas exceções) enquanto não houver uma vacina para a Covid-19.

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O anúncio de que as areias das praias do Rio continuarão fechadas por tempo indeterminado, feito na tarde desta quinta (9), levou os barraqueiros da cidade ao desespero. Representantes de associações da Barra e da Zona Sul se articulam para organizar um protesto nesta segunda (13), em frente à sede da prefeitura. “Nossa classe chegou ao limite, dois companheiros já estão falando em suicídio. O prefeito precisa oferecer imediatamente uma solução para nós”, escreveu Cris da Praia, dona de uma barraca em Ipanema, no grupo de WhatsApp que reúne dezenas de barraqueiros da cidade.

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“Trabalho nas areias do Leblon há mais de 20 anos e hoje liberei meus funcionários para seguirem adiante e buscarem outra forma de sobrevivência. Eu também estou procurando outros caminhos”, desabafou Leandro Raggio, dono da badalada barraca Paraíso do Leblon, na altura da Rua General Artigas.

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