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Coronavírus: após críticas, Crivella desiste de cercadinhos nas praias

Projeto de marcação de quadrantes nas areias, que já havia sido detalhado pelo prefeito em entrevistas, virou meme na internet e não será posto em prática

Por Cleo Guimarães 14 ago 2020, 12h08

A ideia da prefeitura era anunciar oficialmente nesta sexta (14) a última fase de flexibilização das atividades na cidade e, entre as medidas, havia uma que vinha sendo exposta aos poucos à população por Marcelo Crivella: a iniciativa de demarcar lugares nas areias para evitar aglomerações nas praias.

A primeira vez que o prefeito tocou no assunto, sem que ninguém perguntasse, foi na coletiva de imprensa do último dia 31 de julho, quando anunciou a quinta fase de reabertura. “Essa marcação de lugares via aplicativo pode ser uma solução para as aglomerações nas praias“, afirmou, sem dar maiores detalhes sobre o projeto.

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O assunto foi ganhando espaço na imprensa e nas redes sociais, e na terça (11), o prefeito, ao lado do superintendente da Vigilância Sanitária, Flávio Graça, deu mais detalhes sobre a medida, antecipando que o projeto piloto seria em Copacabana. As críticas ao loteamento das praias, ao agendamento via aplicativo  e a uma possível comercialização dos quadrantes começaram a se intensificar. 

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Nas redes: projeto de marcação de lugares nas areias via aplicativo foi alvo de críticas bem-humoradas Facebook/Reprodução

No mesmo dia, VEJA RIO antecipou que duas empresas, Mude e Rappi, já estavam negociando suas participações para dar início à operação: Coronavírus: loteamento da praia deve ser feito por ‘sócio’ da prefeitura. O assunto causou polêmica e passou a ocupar cada vez mais espaço nos meios de imprensa e nas redes sociais. Nesta quinta (13), o prefeito baixou o tom. Em encontro com a imprensa, Crivella afirmou que havia submetido a ideia à aprovação da população, através de uma pesquisa. 

Na noite de quinta (13), a assessoria do prefeito enviou nota a VEJA RIO afirmando que Crivella estaria “reavaliando” a proposta de demarcar a areia das praias “devido a confusões e controvérsias” geradas pela ideia. Segundo a nota, o prefeito “ouviu observações e críticas também da imprensa, e estuda internamente” o melhor encaminhamento, podendo realizar uma consulta popular – a decidir. (Lembrando que o prefeito havia dito, no dia anterior, que a pesquisa já estava pronta e poderia ser divulgada a qualquer momento).

Segundo VEJA RIO apurou, o projeto, da forma como foi apresentado, será arquivado.

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