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Coronavírus: Copacabana concentra 15% das mortes no Rio

Cidade já tem 144 mortes pela Covid-19 confirmadas; destas, 22 foram registradas no bairro da Zona Sul, que tem a maior população de idosos do país

Por Cleo Guimarães - 27 abr 2020, 16h36

Das 144 pessoas que morreram na cidade desde o início da pandemia, 22 tiveram seus óbitos registrados em Copacabana, cerca de 15% dos casos. De acordo com o mais recente levantamento feito pela prefeitura, Campo Grande vem logo atrás, com 20 mortos, seguido pela Tijuca, com 16. Segundo o último censo do IBGE, Copacabana tem o maior número de idosos do país – 43.431 de seus moradores têm 60 anos ou mais, quase um terço da população da região. A alta taxa de letalidade no bairro está ligada à faixa etária dos contaminados. “Este número de óbitos obviamente tem relação com a idade dos doentes”, diz o epidemiologista Roberto Medronho, da UFRJ. O vírus, como se sabe, é especialmente perigoso para os idosos.

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Os números atuais na capital são: 4.498 casos confirmados e 114 mortes, de acordo com o levantamento divulgado às 18h deste domingo (26). Bairro com maior quantidade de testes positivos desde o início da projeção, a Barra  agora conta com 246 casos, seguida por… Copacabana, com 230. Tijuca vem em terceiro (169).  Nas comunidades, a Rocinha tem o maior número de doentes (54) e de mortos (6). Vigário Geral aparece em segundo nesta lista, com 18 confirmações e 5 mortes. “O coronavírus é uma doença que chegou ao Rio através de representantes das classes mais altas, que estavam viajando para o exterior. Começou pelos ricos e agora começa a infectar os mais pobres”, afirma Medronho.

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