Conheça os projetos de lei de Marielle Franco
Em 15 meses na Câmara Municipal, a vereadora do PSOL apresentou dezesseis propostas, duas aprovadas como leis concretas
Autodescrita em seu site como negra, mãe (papel que passou a desempenhar aos 19 anos) e cria da favela da Maré, a socióloga Marielle Franco, formada pela PUC-Rio, especializou-se em Administração Pública no mestrado da Universidade Federal Fluminense (UFF), onde defendeu a tese de dissertação “UPP: a redução da favela a três letras”.
Até então presidente da Comissão da Mulher da Câmara, foi eleita Vereadora da Câmara do Rio de Janeiro pelo PSOL, com 46 502 votos, a quinta mais votada do Rio.
Preparada para exercer seu cargo, iniciou a militância em direitos humanos após ingressar no pré-vestibular comunitário e perder uma amiga, vítima de bala perdida, num tiroteio entre policiais e traficantes no Complexo da Maré. Ao lado de Marcelo Freixo, coordenou a Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).
Em 15 meses na Câmara Municipal, apresentou 16 projetos de lei. Dois deles foram aprovados como leis concretas: um sobre a regulação de mototáxis, importante meio de transporte usado em favelas, e outro a respeito de contratos da prefeitura com organizações sociais de saúde, alvos frequentes de investigações sobre corrupção.
No fim do mês de fevereiro deste ano, Marielle se tornou relatora de uma comissão de vereadores que acompanha o trabalho de militares na intervenção federal da segurança do Rio. Na noite de quarta (14), como se sabe, foi brutalmente assassinada por três tiros na cabeça no banco traseiro de um carro, disparados de uma pistola 9 milímetros, na região central do Rio.
A seguir, confira as relevantes propostas de lei apresentadas por Marielle Franco, cujo objetivo, segundo ela era reduzir desigualdades e conquistar direitos para a população mais vulnerável do Rio.
#AssédioNãoÉPassageiro
A cada 16 horas, uma mulher denuncia ter sofrido assédio em algum transporte público no Rio de Janeiro. Agora, imagina todos os assédios que as mulheres não denunciam por medo ou por não saberem como denunciar? Para enfrentar mais essa violência diária contra as mulheres, apresentamos o Projeto de Lei #AssédioNãoÉPassageiro.
O projeto propõe:
• Campanhas educativas sobre assédio e violência sexual contra as mulheres
• Divulgação de telefones de órgãos responsáveis pelo atendimento de mulheres, incentivando que elas denunciem o assédio, caso desejem
• Formação permanente dos servidores sobre assédio e violência sexual
• Multa às empresas de ônibus que descumprirem a lei
O transporte é público, o nosso corpo não!





