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Coaf vê indícios de lavagem de dinheiro por parte de Romário

Relatório do órgão indica que o senador utilizou conta bancária no nome da irmã

Por Redação VEJA RIO - Atualizado em 21 jun 2018, 15h56 - Publicado em 21 jun 2018, 15h30

O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) klevantou indícios de lavagem de dinheiro em movimentações bancárias nas quais o senador Romário, pré-candidato ao governo do Rio pelo Podemos-RJ, estaria envolvido. O relatório do órgão diz que ele utiliza uma conta no nome da irmã, Zoraidi de Souza Faria, para ocultar o próprio patrimônio. Os valores transacionados seriam incompatíveis com o capacidade financeira de Zoraidi, segundo o Coaf. O ex-jogador tem procuração da irmã que lhe confere poderes específicos sobre a conta do banco do Brasil.

A conta foi aberta em Brasília em 2011, quando Romário iniciou mandato parlamentar na Câmara. Zoraidi recebeu R$ 8 milhões, entre agosto de 2016 e abril de 2017, embora sua renda declarada seja de R$ 8 mil. Neste período, R$ 7,5 milhões foram sacados.

Seis milhões dos recursos que entraram na conta de Zoraide são oriundos de uma empresa cujos sócios no papel são a mãe e o pai dele, a RSF, através da qual Romário recebeu valores devidos pelo Flamengo. Outros R$ 2 milhões vieram de uma outra conta de Romário na Caixa Econômica Federal.

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