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“É difícil para o policial saber quem é filho de rico”, diz Claudio Castro

Governador critica Itamaraty e defende PMs da abordagem a filhos de diplomatas’, considerada racista: 'tinham jovens negros e brancos’

Por Da Redação
10 jul 2024, 13h13

O governador Cláudio Castro (PL) criticou o Itamaraty e defendeu os policiais militares que abordaram filhos de diplomatas na última quarta (3), na Rua Prudente de Moraes, em Ipanema. “É muito complicado para o policial saber se é filho de um diplomata, de um rico, se é filho de alguém que está cometendo um delito”, disse Castro, nesta terça (9), acrescentando que “crucificar o policial é o mais fácil”. “Naquela região ali, o que os moradores mais reclamam são assaltos feitos por jovens”, justificou. E continuou: “O pessoal ficou muito falando da questão de racismo, mas [na abordagem] tinham jovens negros e brancos”.

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Eram 19h daquela quarta (3) quando os  adolescentes de 13 e 14 anos em férias no Rio estavam chegando à casa da avó de um deles, um dos dois brancos do grupo, quando foram abordados de forma truculenta por dois PMs. Os outros três jovens são filhos de representantes do Canadá, Gabão e Burkina Faso, e não falam português. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que os policiais apontam armas para eles. Os militares estão sendo investigados por racismo.

Segundo o portal G1, o embaixador do Gabão no Brasil, Jacques Michel Moudouté-Bell, apontou racismo na abordagem. Ele, pessoalmente, reclamou ao Itamaraty. Por conta disso, o governo federal exigiu que o Rio de Janeiro fizesse uma apuração rigorosa e responsabilizasse adequadamente os policiais. Mas o governador afirmou não ter sido procurado formalmente por algum representante do Itamaraty. “Eles não entraram em contato. Preferiram botar nota pública antes de saber o que aconteceu. Isso é uma coisa que a gente tem que tomar cuidado. Atacar a polícia sem de saber o que aconteceu é muito fácil. Espero que, por parte do Itamaraty e do Ministério [das Relações Exteriores], eles tenham mais respeito e mais consideração pela Polícia Militar. Quando os filhos deles estão aqui, quem vai defender é a polícia. Atacar a polícia sem ao menos ligar antes para dialogar?”, declarou o governador.

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“A gente tem que tirar a política disso e começar a entender que aqui se faz segurança pública. A polícia está aqui para defender o cidadão. Se ela errar, ela será corrigida, dentro do erro. A gente não vai crucificar um policial que está lá fazendo o seu trabalho. Eu espero que o Ministério e o Itamaraty tenham mais zelo antes de sair fazendo crítica pública à polícia”, emendou Castro.

Segundo o jornal O Globo, no entanto, integrantes do Itamaraty afirmaram que, ao contrário do que declarou o governador do Rio, o órgão comunicou ao governo do estado que pediria desculpas às famílias dos adolescentes abordados por policiais militares. Outro ponto destacado pelos diplomatas ouvidos pelo jornal é que não houve “nota pública”, como disse Castro: o Ministério das Relações Exteriores chamou os representantes das embaixadas do Gabão, de Burkina Faso e do Canadá para pedir desculpas pelo ocorrido, em nome do governo brasileiro.

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