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Carioca cria o projeto que ensina criação literária gratuitamente

O Era uma Vez oferece oficinas a estudantes da rede pública

Por Redação VEJA RIO - Atualizado em 6 nov 2019, 18h32 - Publicado em 7 ago 2018, 08h00

No ano passado, movida pelo louvável desejo de fazer parte de um projeto social, a jovem aluna da Escola Britânica procurou orientação no Pró-Saber, instituto com mais de três décadas de dedicação ao aprimoramento da educação pública infantil. A partir daí, Maria Antonia Sendas, 18 anos, juntou-se a alguns colegas, e todos passaram a ensinar inglês na Escola Municipal Joaquim Abílio Borges, no Humaitá. Ao longo dessa primeira experiência, ela notou na turma dificuldades mais básicas, com o português mesmo. “Achei que seria proveitoso dar aulas na nossa língua e criei uma oficina literária”, lembra. Ao lado de seis amigos, com a mesma faixa etária, criou um site (www.projetoeraumavez.org) e foi atrás de espaço físico. Teve acolhida na Escola Municipal José de Alencar, em Laranjeiras, onde, desde junho, o Era uma Vez funciona a pleno vapor. As oficinas são voltadas para estudantes de 10 a 13 anos, têm duração de dois meses e meio e aulas semanais, de cerca de uma hora e meia cada uma. Entre os tópicos abordados estão estrutura narrativa e desenvolvimento de enredo. “O dinheiro arrecadado em uma vaquinha on-line vai servir para a impressão das histórias escritas pelos participantes. Serão dois exemplares. Um deles o autor vai levar para casa e o outro vai ficar na escola”, explica a líder do projeto, que já planeja replicá-lo em um colégio na Tijuca. Os desdobramentos da ideia inicial são concebidos por um grupo empolgado com o progresso de seus pupilos. “Escrever histórias, reais ou fictícias, é uma porta para que eles possam mostrar ao mundo o que pensam, e isso é muito poderoso. Pode mudar uma vida”, diz Maria Antonia, que é neta do empresário Arthur Sendas (1935-2008). “Meu avô sempre foi envolvido em projetos desse tipo. Eu acho que o investimento na educação é a melhor maneira de alcançar o crescimento social, político e econômico do Brasil”, opina a estudante do 3º ano do ensino médio, que, não por acaso, pretende fazer faculdade de ciências políticas.

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