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Cabral nega corrupção, propina e manter contas no exterior

Ele foi ouvido pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal, em inquérito sobre a Operação Eficiência, que investiga a ocultação de valores

Por Agência Brasil
13 jul 2017, 14h13

O ex-governador do Rio Sérgio Cabral negou, nesta quarta(12), ser corrupto, ter recebido propina e manter dinheiro em contas no exterior. Cabral foi ouvido pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal, em inquérito sobre a Operação Eficiência, que investiga a ocultação de valores em outros países pelo ex-governador.

Durante o depoimento, que durou cerca de duas horas, Cabral admitiu, por diversas vezes, que havia errado e se arrependia, ao usar recursos de caixa 2, mas rebateu as acusações, feitas em delação premiada por outros envolvidos na operação, de que receberia percentuais de propina de empreiteiras e até empresas de ônibus.

“Eu não sou corrupto e não fiz negociação de propina com essas empresas. Agora, essas empresas ajudaram sempre nas campanhas eleitorais. Ajudaram a mim e a outros candidatos. Eu não vivi com o meu salário. Eu errei ao usar o caixa 2”, afirmou Cabral.

O ex-governador rebateu a afirmação, feita na terça-feira (11), pelo doleiro Renato Chebar, também em depoimento perante o juiz Bretas, de que teria US$ 120 milhões em contas no exterior. Cabral admitiu que chegou a ter, no passado, cerca de US$ 2 milhões, em um banco israelense em Nova York, mas que, depois de 2003, nunca mais teve conta no exterior.

“Não é verdade. Imagina se eu ia deixar US$ 120 milhões nas mãos de dois doleiros”, disse Cabral, em referência a Renato e Marcelo Chebar, que já confessaram na Justiça ter lavado dinheiro para ele. Segundo os doleiros, o dinheiro era guardado no Israel Discount Bank.

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Em seu último depoimento, Renato Chebar afirmou que era encarregado por Cabral de depositar quantias cada vez mais volumosas no exterior, em parcelas que foram aumentando e chegaram a R$ 500 mil por vez. “Volta e meia, ele mandava dinheiro. Ia ao meu escritório. Eram em torno de R$ 200 mil por mês. Quando ele se tornou governador, em 2007, aí o volume começou a subir, às vezes R$ 1 milhão por mês, e eu comecei a não dar conta do serviço. O maior saldo foi US$ 120 [milhões]”, disse Chebar, na terça-feira.

Confrontado pelo juiz Bretas sobre o motivo pelo qual tantas pessoas o incriminavam, Cabral atribuiu tudo ao desespero das pessoas para se salvar da prisão, onde, segundo ele, reinam a miséria e o desespero humanos.

Antes de Cabral, foi ouvida a ex-primeira-dama Adriana Ancelmo. Ela negou saber a origem dos recursos do marido e disse desconhecer se ele mantinha contas bancárias no exterior. Adriana cumpre prisão domiciliar em seu apartamento, no Leblon. Cabral está na recém-reformada unidade prisional de Benfica, para onde foram transferidos os presos da Lava Jato no Rio.

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