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Por que bicheiro Rogério Andrade vai ser transferido para presídio federal

Contraventor foi preso em casa na manhã desta terça (29), acusado de ser o mandante da morte do rival Fernando Iggnácio, em 2020

Por Da Redação
Atualizado em 29 out 2024, 14h47 - Publicado em 29 out 2024, 14h46
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Rogério Andrade: 'chefe de grupo criminoso voltado para a prática de diversos crimes, como homicídio, corrupção, contravenção e lavagem de dinheiro, com contatos em órgãos de segurança estaduais'. (MPRJ/Divulgação)
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Preso em casa, na Barra, na manhã desta terça (29), após ser denunciado por envolvimento na morte de outro bicheiro, seu rival Fernando Iggnácio, assassinado em 2020, o bicheiro Rogério Andrade deve aguardar no Complexo de Gericinó, na Zona Oeste, de onde será transferido para  um presídio federal. A 1ª Vara Criminal do Tribunal do Júri, que expediu o mandado de prisão contra ele e Gilmar Eneas Lisboa, apontado como a pessoa que monitorou Iggnácio antes do assassinato, determinou que o contraventor seja incluído “em estabelecimento prisional federal de segurança máxima”. De acordo com a sentença, Rogério exerceria a função de chefe de grupo criminoso voltado para a prática de diversos crimes, como homicídio, corrupção, contravenção e lavagem de dinheiro, com contatos em órgãos de segurança estaduais.

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“Motivo pelo qual [contatos com órgãos de segurança estaduais] a transferência para presídio federal com RDD (Regime Disciplinar Diferenciado) se mostra necessária para impedir eventual interferência do denunciado na colheita de provas e na intervenção de investigações em face de outros envolvidos”, determina o documento. As defesas dos presos ainda não se pronunciaram.

Em março de 2021, o MPRJ já havia denunciado Rogério Andrade pela morte de Iggnácio. Porém, em fevereiro de 2022, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por
maioria de votos, trancar a ação penal contra o contraventor. O relator do processo, o ministro Nunes Marques, aceitou o pedido da defesa, por entender que a denúncia não descreveu de que modo Rogério teria participado, na condição de mandante do crime. Com um novo Procedimento Investigatório Criminal (PIC), o Gaeco identificou sucessivas execuções em meio à disputa entre os contraventores Iggnácio e Rogério Andrade.

O maior bicheiro do Rio, patrono da Mocidade Independente de Padre Miguel, Rogério Andrade é um dos principais personagens da série documental “’Vale o Escrito – A Guerra do Jogo do Bicho”, lançada pela Globoplay em 2023. Ele assumiu os negócios da família em 1997, após a morte de seu tio, Castor de Andrade. A partir de então, tornou-se o chefe do jogo do bicho, de máquinas de caça-níqueis, bingos e cassinos na Zona Oeste do Rio. Já Fernando Iggnácio era genro de Castor.

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Fernando Iggnácio foi assassinado em novembro de 2020, no estacionamento de um heliporto no Rio de Janeiro, logo após pousar. Três suspeitos invadiram o terreno baldio ao lado do heliporto com pelo menos dois fuzis, segundo as denúncias da época. Iggnácio foi atingido por três tiros, um deles na cabeça.

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Rogério Andrade e o presidente da Mocidade, Flávio da Silva Santos, foram alvos de mandados de busca e apreensão no último dia 9, no Rio. Santos e outras quatro pessoas foram presas na ação. O presidente da escola foi preso em flagrante após jogar uma arma pela janela, que foi recuperada. Outra arma sem licença foi apreendida no apartamento dele, na Barra. No total, os investigadores apreenderam R$ 30 mil e 26 celulares no apartamento de Santos.

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