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Beira-mar

Histórias e novidades sobre as personalidades do Rio

Por Carla Knoplech
Atualizado em 5 jun 2017, 14h17 - Publicado em 30 nov 2012, 17h56

Libertina, sexagenária e desmemoriada

Em curtíssima temporada, A Casa dos Budas Ditosos volta aos palcos cariocas. Na peça, baseada no livro de João Ubaldo Ribeiro, Fernanda Torres interpreta uma baiana de 68 anos que detalha suas incontáveis experiências sexuais. Sobre o retorno do espetáculo, em cartaz até domingo (9) na casa de shows Imperator, a atriz e cronista de VEJA RIO conversou com a coluna.

Como é voltar aos palcos tanto tempo depois com o mesmo texto? Pela primeira vez o texto não me veio por inteiro na cabeça. Ficava passando as falas e, de vez em quando, esquecia alguma coisa. Mas outro dia, voltando do Projac, comecei a recordar o texto em voz alta e reencontrei o fio da meada.

Esse intervalo influenciou de alguma forma a interpretação da personagem? Enchia a boca para falar o trecho em que ela afirma que a melhor idade, na vida de qualquer mulher, é dos 35 aos 40 e poucos. Hoje estou com 47, que já são 40 e muitos. Digo a frase, agora, não mais como algo que estou vivendo. É diferente internamente, mas não sei o resultado para quem vê.

Você tem saudade dos seus trabalhos antigos? Não, não tenho. Tenho até nervoso de rever meus filmes, por exemplo. Os benfeitos considero feitos. Aqueles que fiz mal, guardo com o carinho de quem aprendeu com os erros que cometeu.

Entre a traição e a libertação

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Quando o cineasta Neville D?Al-meida, diretor de Navalha na Carne (1997) e A Dama do Lotação (1978), chamou o empresário da noite Ricardo Amaral para uma reunião, a ideia era convencê-lo a ajudar na captação de recursos para a produção de seu 12º filme. Foi Amaral, porém, quem persuadiu D?Almeida a transformar seu roteiro em livro. Seis meses depois do primeiro encontro, A Dama da Internet, que surfa no filão da autoajuda feminina e conta a história de uma mulher traída pelo marido, será lançado na segunda (3) na livraria Argumento, no Leblon. ?Como a autora de Cinquenta Tons de Cinza escreve com a cabeça de um homem, eu optei por narrar a situação pela ótica da mulher. Uma traição pode se transformar em libertação?, explica o autor, que planeja filmar a obra em 2013.

Uma tigresa em pele de atriz

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No ar em Salve Jorge, ela vive uma mulher cosmopolita e moderna que se mudará para um pequeno vilarejo da Turquia. Se na ficção Cléo Pires ficará dividida entre suas convicções religiosas, na vida real a atriz é espírita e crê na reencarnação. Capa da edição de dezembro da revista LOLA, ela fez uma lista das pessoas que gostaria de trazer à vida. Em primeiro lugar, citou sua avó, Elza, mãe de Glória Pires. A seguir vieram Jesus, Abraão e o cantor americano Jim Morrison. Já ela mesma, se pudesse escolher, acreditem se quiser, afirmou que gostaria de voltar na pele de uma tigresa-de-bengala.

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Garota, eu vou pro Havaí

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Viver a vida sobre as ondas pode parecer a maior curtição. Acostumado a viajar o mundo aventurando-se por ondulações de até 20 metros, Pedro Scooby garante que não é bem assim. ?Passo meses sem voltar para casa. Às vezes dá saudade da família?, diz o carioca de 24 anos, casado com a atriz Luana Piovani e pai de Dom, de apenas 8 meses. Todo o empenho do atleta, no entanto, tem feito com que ele comece a despontar como uma personalidade do esporte. Recentemente, Scooby gravou um comercial de TV ao lado de Neymar e Anderson Silva. ?Hoje estou ganhando tão bem quanto um engenheiro ou um médico de ponta?, conta o surfista, que embarca na quarta (5) com destino ao Havaí e só volta para casa às vésperas do Natal.

A empresa que será uma festa

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O DJ Olin Batista, que carrega o sobrenome do homem mais rico do Brasil, quer mostrar que herdou o DNA empreendedor do pai. Aos 16 anos, ele dará mais um passo na sua precoce carreira. No sábado (8), o caçula de Eike Batista estreia como produtor de eventos, durante uma festança na Marina da Glória que reunirá mais seis DJs além dele. Os planos na área empresarial são ambiciosos. Incluem outras festas e ainda a abertura de uma agência para administrar a carreira de seus colegas de profissão. ?O meu sucesso vem da paixão pelo que faço. Mas se eu estivesse do outro lado acharia a mesma coisa que a maioria: ?Ele só está lá em cima porque é filho de quem é???, desabafa.

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