Desfile vibrante: bateria da Mangueira empolga com paradinhas, funk e jongo
Bossas foram trazidas pelos mestres Taranta Neto e Rodrigo Explosão; desfile durou 79 minutos, um a menos do que o permitido

Um desfile pulsante, que não só empolgou o público com paradinhas e toques de funk e macumba, mas também fez todo mundo prender a respiração na dispersão, já que a escola deixou a avenida um minuto antes do limite, aos 79 minutos. Assim a Estação Primeira de Mangueira marcou sua passagem pela Sapucaí no primeiro dos três dias de desfile do Grupo Especial, que acabou pouco depois das 4h de domingo – consequência da diminuição do número de agremiações a se apresentar por noite, de seis para quatro.
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Com o enredo “À flor da terra: no Rio da negritude entre dores e paixões”, do carnavalesco paulista Sidnei França, que fez sua estreia no carnaval carioca, a bateria da verde e rosa encantou com várias bossas trazidas pelos mestres Taranta Neto e Rodrigo Explosão, cuja rainha é Evelyn Bastos. A musa de 31 anos, por sinal, apareceu na avenida com apenas um dos seios “de fora”. Isso porque um dos mamilos estava coberto com uma espécie de flor, enquanto o outro tinha apenas uma espécie de tapa sexo, o que provocou a especulação de que se tratasse de defeito da fantasia. “Não, gente, não está faltando. É um toquezinho a mais de sensualidade”, explicou Evelyn à TV Globo.
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Do funk à macumba, teve jongo, agogô com som de berimbau… Tudo para mostrar a presença dos povos bantos — tronco étnico-linguístico de escravizados trazidos de onde hoje estão Angola, o Congo, a República Democrática do Congo e Moçambique — no Rio de Janeiro.