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Trezentos estupros de crianças foram registrados no Rio em 2016

Apesar do alto número, para a polícia carioca, a contagem dos casos é muito maior

Por Redação VEJA RIO - Atualizado em 5 dez 2016, 11h05 - Publicado em 14 set 2016, 19h19

Após a prisão do coronel reformado da Polícia Militar Pedro Chavarry Duarte, de 62 anos, no último sábado (10), revelou-se que o crime no qual o homem é acusado — estupro de vulnerável — foi citado em cerca de 300 registros feitos no Rio, somente neste ano. Apesar do alto número, para a polícia, a contagem dos casos é muito maior. Um novo inquérito, aberto na última terça (13), pretende descobrir se o investigado montou uma rede de pedofilia.

Entenda o caso 

Preso em flagrante no último sábado (10), o coronel reformado da PM Pedro Chavarry Duarte, de 62 anos, pode ter uma suposta rede de pedofilia por trás de suposta atividade beneficente. O homem estava em um carro estacionado em uma lanchonete, em Ramos, que acionou uma patrulha ao ver uma criança nua chorando no automóvel do coronel. Para a delegada Cristiana Bento, da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítima (Dcav), o crime pode estar ocorrendo há mais de vinte anos.

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Chavarry já foi preso no passado, em 1993, ao ser flagrado com uma criança de apenas quatro meses de idade. A menina estava nua, no chão de um apartamento mantido por ele, no período, capitão no batalhão de Bangu. Livrou-se pela acusação de tráfico de crianças e respondeu apenas por maus-tratos – segundo ele, estava com a criança devido a um trabalho assistencial com gestantes carentes. Foi inocentado em segunda instância. Na segunda (12), a Justiça decretou a prisão preventiva de Chavarry que, do primeiro crime até 2016, costumava frequentar igrejas e já havia, inclusive, se filiado a um orfanato. 

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