Maule, o elo perdido dos vinhos do Chile

Maule é de longe a maior região vinícola do Chile e ao mesmo tempo a região de menor prestígio, mas isso está mudando

Por Marcelo Copello

Maule é de longe a maior região vinícola do Chile, com cerca de 40% de todo o vinhedo do país, e ao mesmo tempo a região de menor prestígio, esquecida por muitas décadas. Mas isso está mudando…

Estive em Maule em convite exclusivo da Wines of Chile. Lá o que vi foi, por um lado o que já conhecemos: uma indústria vitivinícola estruturada e poderosa, dominada por grupos fortes, que estão conquistando as prateleiras do mundo com um trabalho irretocável, da produção ao marketing. Por outro lado, o que surpreende, é ver que esta máquina se olha no espelho, reconhece suas deficiências e busca se aprimorar. Em outras palavras, a indústria está dando espaço e valorizando os vinhos autênticos, refazendo um elo perdido com seu passado e resgatando alguns tesouros.

Até meados do século XIX a uva do Chile era a País, que havia sido tradiza com os colonizadores espanhóis. A País, que gera tintos de pouca cor mas muito frutados (em estilo não está muito longe da Gamay), foi rebaixada a produto de segunda categoria, depois que as castas francesas chegaram em meados do século XIX. Além disso regiões mais perto da capital, como Maipo, começaram a se desenvolver. Maule era a maior região produtora de vinho barato, a granel, para consumo interno, notadamente de País. Depois do terremoto de Chilán em 1939, o pior da história do Chile, começaram a plantar castas francesas (haviam franceses no governo), como a Carginan em Maule. Após uma reforma agrária nos anos 1970 e com os vinhedos de Maule foram desvalorizados. A indústria madeireira aproveitou então para invadir a região, arrasando os vinhedos (havia incentivo do governo para que os vinhedos fossem arrancados, e por ironia os melhores vinhedos, que eram os menos produtivos, forma os primeiros).

Hoje Maule foi redescoberto e vive um revival graças a Carignan, plantada em solos graníticos pobres, com vinhedos de mais de 60 anos sem irrigação, muitos em pé franco, com rendimentos muito baixos. Vejam a coluna publicada há poucos dias sobre VIGNO – produtores de Carginan no Maule, neste link – www.marcelocopello.com/post/vigno-os-herois-da-carignan

Abaixo outras visitas e degustações que fiz na região.

Maule é de longe a maior região vinícola do Chile, com cerca de 40% de todo o vinhedo do país, e ao mesmo tempo a região de menor prestígio, esquecida por muitas décadas. Mas isso está mudando…

A empresa é bicentenária e embora já tenha mudado de dono duas vezes, mantém o nome original. A familia Donoso, a mais tradicioal da região, concordou em vender sua fazenda em 1989, com a condição que o nome fosse mantido. O comprador, francês, investiu em qualidade, com o objetivo de fazer “o melhor vinho francês fora da França”. Infelizmente a crise de 2009 e o terremoto de 2010 o fizeram desistir. O dono atual, mantendo o trabalho de qualidade e o estilo clássico, está reestruturando a empresa, plantando novos vinhedos (que somam 710 hectares) e segmentando as linhas de vinhos. No Brasil são representados pela Vinho do Mundo (www.vinhosdomundo.com.br)

Leyendas de Familia Gran Reserva Sauvignon Blanc 2014, Casa Donoso, Maule-Chile (Vinhos do Mundo) – Elaborado sem madeira, sem fermentação malo-lática, com maceração pelicular. Palha claro esverdeado, com aromas de aspargos, defumados, grama cortada, herbáceos (pirazina), nota mineral. Paladar de textura cremosa, consistente, com acidez muito boa, 13% alcool. O estilo é  menos Nova Zelândia e mais Loire, com uma nota salgada, muito interessante. Tem potencial para 5 anos de guarda.

Nota: 90 pontos

Sucessor 2012, Casa Donoso, Maule-Chile (Vinhos do Mundo)- Elaborado com 60% Carignann, 25% Cabernet Sauvignon, 15% Cabernet Franc, com 14-16 meses de madeira. Rubi violáceo quase escuro, 13% de álcool, nariz assertivo, Carignan domina, mas sem ser tão rustico pelo aporte de fineza dos Cabernets. Paladar seco, fresco, de bons taninos, ótima mescla de gama media de preço.

Nota: 88 pontos

“D” 2009, Casa Donoso, Maule-Chile (Vinhos do Mundo) – O top da casa. Elaborado com 40% Cabernet Sauvignon, 30% Carmenere, 20% Malbec e 10% Cabernet Franc, com 2 anos em madeira. Rubi escuro violáceo. Aroma intenso com madeira aparecendo integrada a fruta madura, nota erbácea, especiarias, tostados. Paladar  seco e firme, de bom corpo, com 13,5% de álcool, tem taninos e acidez presentes sem ser invasivos. Claramente remete à Bordeaux. Potencial para guarda, deve entrar em seu auge os 10 anos.

Nota: 92 pontos

Caliboro – Erasmo

Mais conhecidos pela marca de seu vinho, Erasmo, a Caliboro tem DNA italiano, mas com profundo respeito pelas tradições de Maule. Em 1995 a família Cinzano, ex-proprietária da marca de vermute e proprietária da vinícola toscana Col d’Orcia comprou terras em Maile. As vinhas foram plantadas em 1998 e o primeiro vinho feito em 2001. O nome Erasmo vem de um camponês admirado na região, espécie de guru, que ensinou a todos os segredos da natureza local.

O Conde Francesco Marone Cinzano contratou a cosultoria do renomado enólogo italiano enólogo Maurizio Castelli, mas se preocupou em respeitar e preservar as tradições locais de Maule na produção do vinho.

Podemos dizer que no cultivo a Caliboro é um orgânico autêntico e nao de manual, não seguindo regras, mas sim tradições. Hoje possuem 55 hectares cultivados organicamente e sem irrigação, plantados com Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Merlot, Tempranillo, Alicante Bouschet, Mourvedrre, Petit Verdot, Barbera, Grenache, Syrah e Carginan. Os vinhos são muito bem elaborados e consistentes ano a ano, com um quê gastronomico italiano. São menos doces que o padrão chileno, com bons taninos e acidez e com menos madeira nova. No Brasil são representados pela Franco Suíssa (www.francosuissa.com.br)

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Erasmo Barbera Garnacha 2014, Caliboro, Maule-Chile

Elaborado com 65% Barbera, 25% Garnacha, 10% Carignan, fermentadas juntas e sempassagem por madeira. Rubi violáceo escuro, aroma muito fresco e frutado, paladar de medio corpo, 14% de álcool, com taninos de média estrutura, presentes e nervosos, que junto com a boa acidez tornam este vinho gastronomico. Para beber jovem e refrescado.

Nota: 89 pontos

Erasmo 2010, Caliboro, Maule-Chile

Elaborado com 60% Cabernet Sauvignon, 25% de Merlot , 10% de Cabernet Franc, 5% Syrah, com passagem de 18 meses por barricas de carvalho. Rubi violaceo escuro. Aroma com madeira aparecendo, notas de alcaçuz, baunilha, frutas negras, com bmo frescor. Paladar de bom corpo, com boa tensão de taninos e boa acidez, otimo potencial de guarda,92

Nota: 92 pontos

Erasmo 2009, Caliboro, Maule-Chile

Elaborado com 60% Cabernet Sauvignon, 25% de Merlot , 10% de Cabernet Franc, 5% Syrah, com passagem de 18 meses por barricas de carvalho. Rubi violaceo escuro, brilhante. Aroma de medio ataque, um pouco fechado (talvez pela temperatura da sala, muito fria) , notas de frutas vermelhas maduras, com boa concentração, especiaria doces, balsâmicos, madeira bem intetrada aparece pouco. Paladar encorpado, com taninos e acidez, presentes, 14,5% de álcool, um dos Erasmos mais densos e longos, ainda deve crescer.

Nota: 93 pontos

Erasmo 2007, Caliboro, Maule-Chile

Elaborado com 60% Cabernet Sauvignon, 30% de Merlot e 10% de Cabernet Franc, com passagem de 18 meses por barricas de carvalho. Rubi escuro. Aroma intenso e de boa complexidade, de fruta fresca, ameixas, com madeira aparecendo pouco, nota balsâmica, lavanda. Paladar de bom corpo, com 14,4% de álcool, taninos e acidez ainda bem presentes, um vinho com personalidade.

Nota: 91 pontos

Erasmo 2006, Caliboro, Maule-Chile – Elaborado com 60% Cabernet Sauvignon, 30% de Merlot e 10% de Cabernet Franc, com passagem de 18 meses por barricas de carvalho. Vermelho granada escuro. Aroma já com prmeiras notas de evolução, como couro, toque animal, erbáceos. Paladar de bom corpo, seco, com 14,7% de álcool, taninos ainda vivos, porám já começando a se arredondar, longo, na metade do caminho em sua evolução. Nota: 90 pontos

Erasmo 2005, Caliboro, Maule-Chile – Elaborado com 60% Cabernet Sauvignon, 30% de Merlot e 10% de Cabernet Franc, com passagem de 18 meses por barricas de carvalho. Vermelho granada escuro. Aroma intenso e rico, com frutas negras madura sem perder o frescor, muitas especiarias, tostados, notas de flores secas. Paladar encorpado, com 14,1% de álcool, com taninos firmes mas já prontos, acidez ainda muito boa. Em um ótimo momento para consuom aos 10 anos, mas ainda com alguns anos pela frente. ,92

Erasmo 2004, Caliboro, Maule-Chile – Elaborado com 60% Cabernet Sauvignon, 30% de Merlot e 10% de Cabernet Franc, com passagem de 18 meses por barricas de carvalho. Vermelho granada escuro. Aroma complexo e expressivo, com notas de musgo, terra molhada, frutas maduras, ameixas, nota floral e balsâmica. Paladar de bom corpo, com 14,1% de álcool, taninos começando a ficar prontos, ainda acidez muito boa, em seu auge para consumo.

Nota: 93 pontos

Erasmo Torrontel 2010, Caliboro, Maule-Chile – Este vinho é uma jóia rara. Elaborado com uvas Torrontel de um vinhedo de 60-70 anos quase abandonado, que era usado para branco seco corrente vendido a preço de banana.  Fizeram um acordo com o dono do vinhedo e passaram a colher tardiamente e passificar as uvas à moda do Amarone, por 3 meses, penduradas na varanda da casa. A vinificação é feita em barricas onde o vinho permanece 1 ano. Sua cor é alaranjada com reflexos ambar, brilhante. Os aroma intenso e muito rico, vinoso, lembrando damasco seco, geléia de laranja, flores do campo, rosas, mel, . Paladar encorpado, denso e doce, com 166 gramas de açúcar, apenas 12,1% de álcool, acidez alta que lhe dá frescor

Nota: 94 pontos

Pablo Morandé

Morandé

Pablo Morandé dispensa apresentações. Acompanho seu trabalho há muitos anos, sempre com admiração. “Inventor”de Casablanca e pioneiro de Maule, ele lança agora seu novo projeto, a Bodega RE. O conceito da nova empresa, em suas palavras, é “REcriar, REinventar e REvelar”, com vinhos feitos em ânforas de barro. A Bodegas RE usa uma antiga propriedade da família e dele participam seu três filhos, Macarena, Piedad e Pablo, também enologos. Os vinhos Morandé são representados pela Grand Cru (www.grandcru.com.br) e a Bodegas RE pela La Charbonnade (www.lacharbonnade.com.br)

Creole 2014, Morandé, Itata – Elaborado com Cinsault e País, vinificado por maceração carbônica. Rubi claro, violáceo. Aroma fresco e frutado, com notas de morangos e framboesas. Paladar leve e fresco, gastronomico e delicioso.

Nota: 88 pontos

Sangiovese Edición Limitada 2012, Morandé, Vale de Loncomilla – 100% Sangiovese de Loncomilla no Vale de Maule. Amadurece 14 meses em fudres de 1 a 2 mil litros de 3o e 4o uso. Rubi violáceo quase escuro. Aroma de fruta fresca, ácida, típicos da Sangiovese, cerejas, violetas, madeira pronunciada. Paladar de bom corpo, 14% de álcool,  com taninos e acidez vivos, madeira é notada na boca. Excelente Sangiovese, com boa tensão, apenas precisa de tempo para a madeira se integrar. Nota: 90 pontos

Syrah Gran Reserva 2012, Morandé, Maule. – 100% Syrah de Maule, amadurece 14 meses em barricas americanas. Rubi escuro violáceo. Aroma fresco, com notas mentoladas, fruta negra fresca, ameixas, pimenta, tostados, baunilha. Paladar ecorpado e macio, com 14% de álcool, taninos doces, acidez equilibrada. Lembrou um australiano do Clare Valley, por seu frescor mentolado.

Nota: 89 pontos

Edición Limitada Black 2013, Morandé, Maule – Elaborado com Malbec 92%, Cabernet Sauvignon 5% e Carignan 3%, Amadurece 14 meses em fudres de 1 a 2 mil litros de 3o e 4o uso. Recém engarrafado, estava fechado e precisando de tempo para se integrar, mas já demonstra sua raça e qualidade, com notas vegetais, fruta madura, cerejas, framboesas, muitas especiarias, muitos taninos de qualidade, acidez boa e grande potencial de guarda. Nota: 92 pontos

Edición Limitada Mediterráneao 2012, Morandé, Maule – Elabordo com 54% Garnacha, 22% Syrah, 4% Marsanne, 17% Carignan e 3% Roussane. Amadurece 14 meses em barricas francesas 25% novas. Rubo violáceo escuro. Aroma muito expressivo, com muitas especiarias, madeira, lavanda, cerejas, tostados. Paladar estruturado e macio, com 15% de álcool, taninos doces, otima acidez. Precisa de tempo de garrafa pois tem madeira a ser melhor integrada. Ótima novidade e desde já um dos melhores vinhos de Morandé.

Nota: 94 pontos

Edición Limitada Carignan 2010, Morandé, Vale de Loncomilla – Amadurece em barricas francesas e americanas por 20 meses. Rubi granada escuro. Aroma com bastante madeira, frutas negras e vermelhas maduras, muitas especiarias, baunilha, ervas. Paladar encorpado, com taninos e acidez presentes, 14% de álcool, algo rustico, selvagem, típicos dos Carignans de Maule, muito caráter.

Nota: 92 pontos

Edición Limitada Carignan 2012, Morandé, Vale de Loncomilla – Amadurece em barricas francesas e americanas por 20 meses. Rubi granada escuro. Aroma intenso e rico, com frutas maduras e madeira bem integrados, especiarias, nota balsâmica. Paladar encorpado e macio, com bom volume de boca e taninos e acidez presentes, 14% de álcool, mais fino, completo e bem proporcionado que o 2010.

Nota: 93 pontos

Espumante Brut K.O., Morandé – Elaborado pelo método tradicional com 78% uvas País de Maule, 12% Chardonnay e 10% Pinot Noir de Casablanca. Cor pálida, quase branco. Pouco expressivo no nariz, mas de intenso frescor no paladar, com 12,5% de álcool, acidez alta, crocante, 6 gramas de açúcarquase um extra brut. Excelente e diferente, merece ser provado.

Nota: 88 pontos

Syragnan 2013, Bodega RE, Maule – O nome é uma contração de Syrah e Carignan, provenientes de vinhedos de mais de 60 anos de Maule, que são fermentadas juntas em ânforas de barro e depois amadurecidas em fudres de carvalho. É muito escuro, violáceo. Muito concentrado no nariz e boca, musculoso, com 15% de álcool, um fruit bomb mas nada banal, com notas de cravo, baunilha, pimenta, geléia de amora, paladar macio, taninos deliciosamente rústicos e doces, acidez alta. Impressiona e deixa a curiosidade de saber como evoluirá.

Nota: 91 pontos

Cabergnan 2010, Bodegas RE, Maule – O nome é uma contração de Cabernet Sauvignon (90%) e Carignan (10%), que são fermentadas juntas em ânforas de barro e depois amadurecidas por um ano em barricas americanas e depois mais um ano em fudres de carvalho francês. Muito escuro, nariz doce, com frutas negras maduras, floral, com paladar firme, taninos volumosos, finos e doces, madeira aparece bastante, boa profundidade e complexidade. Superior aos Cabergnan 2009 e 2012. Excelente vinho, em um estilo imponente e diferente.

Nota: 92 pontos

Cabergnan 2009, Bodegas RE, Maule – Muito escuro, concentrado no visual, olfativo e gustativo. Aroma perfumado, com notas de especiarias, defumados, madeira nova, flores, notas balsâmicas. Paladar macio, com 14% de álcool, taninos finos e macios, boa acidez.

Nota: 90 pontos

Renasce 2013, Bodegas RE, Maule – 100% Carignan de vinhas de mais de 70 anos de Maule, fermentado em ânforas, com 6 meses de maceração com suas películas, e amadurecido em fudres de carvalho americano usado. Muito escuro na cor. Aroma intenso e complexo, denso, com notas de geléias, amoras, cassis, cerejas, flores maceradas, violetas, defumados, tostados, baunilha, terra molhada, resinas. Paladar volumoso, com 15,5% de álcool, com taninos finos e doces, acidez muito boa, macio e longo com final fresco. Recomendo longa decantação, 2-4 horas. Nota: 94 pontos

Odfjell

Um belo projeto a Odfjell. Pertence a um armador noruegues, Dan Odfjell, que nos anos 1990 se encantou com o Chile. Tive o provilégio de ser guiado por Arturo Labbé, viticultor chefe, que está com a empresa desde sua fundação e é o guardião de seu principal patrimônio, seu vinhedos. Arturo atua desde a seleção dos vinhedos, até sua gestão orgânica e biodinâmica.  Ao todo a empresa possui 4 vinhedos, Maipo, Colchagua, Curicó e Maule. Estive no vinhedo Ribera de Rio Claro, em Curicó, um verdadeiro jardim, de onde sai um dos melhores Malbecs do Chile, plantado nos anos 1990. Os vinhos são expressivos e autênticos, merecem ser provados. No Brasil são representados pela World Wine (www.worldwine.com.br).

Orzada Carignan 2004, Maule – Granada muito escuro. Aroma com notas de evolução, toque animal, equilibrado, ecorpado, macio. Tem personalidade e presença. Vai evoluindo muito bem, sem sinais de decadencia. Nota: 90 pontos

Orzada Carignan 2006, Maule – Granada muito escuro. No nariz e boca é intenso, com nota rústica, macio, com taninos ainda presentes, boa acidez, 14,5% de álcool. Ótimo momento para consumo, ainda vibrante, tenso e cheio de personalidade. Nota: 92 pontos

Orzada Carignan 2012, Maule – 100% Carignan da zona de Cauquenes, em Maule. Um vinho cheio de ângulos, que tanto gostamos. Tem taninos, álcool alto (15%), nota vegetal, fruta doce, textura macia, nota vegetal, madeira aparecendo. Expressivo e com personalidade. Nota: 90 pontos

Orzada Malbec 2003, Vale de Lontué – Aos 12 anos de idade já mostra uma nota de evolução, já um pouco curto. Aromade de violetas, uma nota verde, ainda com taninos presentes, 13,8% de álcool, já passou de seu melhor mas ainda se mantém vivo e interessante. Nota: 86 pontos

Orzada Malbec 2006, Vale de Lontué
Rubi escuro, alcoólico (14,5%), com aromas de frutas ainda frescas aos 9 anos de idade, com uma nota vegetal. Paladar encorpado, taninos presentes, excelente vinho. Um estilo diferente dos argentinos, mais elegante. Nota: 92 pontos

Orzada Malbec 2011, Vale de Lontué – Rubi violáceo muito escuro. Aroma intenso e fresco, com notas de frutas negras, menta, mandeira discreta. Paladar de bom corpo, estruturado por muitos taninos e boa acidez, 13,5% de ácool, com pouca madeira, mais frescor, muito autêntico. – Nota: 91 pontos

Odfjeel 2007, Vale de Lontué – Feito apenas em grandes anos, com cortes castas diferentes a cada ano. Este 2007 é 100% Malbec do vinhedo Ribera de Rio Claro em Curicó. Muito escuro, denso e integrado no nariz, madeira pouca e bem integrada. Paladar de grande estrutura e concentracao, 15% de álcool que nao aparecem, com acidez e frescor, volumoso mas sem ser enjoativo, longo, com taninos finos ainda por resolver. Ainda jovem, deve evoluir por mais 10 anos. Nota: 94 pontos

Odfjeel 2012, Maule – 100% Cabernet Sauvignon de Cauquenes, no Maule. Ainda jovem e fechado, com muitos taninos, frutas negras, madeira ainda se integrando, 15% de álcool, um gigante que ainda que deve acordar em mais uns 5 anos. Nota: 93 pontos

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