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Vinoteca Por Marcelo Copello, jornalista e especialista em vinhos Marcelo Copello dá dicas sobre vinhos

Pessoas que bebem com responsabilidade são mais felizes, diz pesquisa

Um estudo a longo prazo sugere que o consumo moderado de álcool está ligado a uma menor incidência de doenças e a um melhor estado emocional

Por Marcelo Copello - Atualizado em 4 set 2020, 10h26 - Publicado em 4 set 2020, 08h00

Um estudo a longo prazo sugere que o consumo moderado de álcool está ligado a uma menor incidência de doenças e melhor estado emocional.

O consumo de álcool de forma consistente  e responsável está ligado a um aumento geral de saúde e bem estar, de acordo com um estudo com  canadenses em meia idade. Aqueles que mantinham seu consumo semanal sensato, de acordo com os autores, também diziam estar se sentindo mais felizes e tinham menos reclamações em comparação com aqueles que não bebiam ou pararam de beber.

A pesquisa, publicada em 2017 no Journal of Studies on Alcohol and Drugs (Revista de Estudos em Álcool e Drogas), acompanhou aproximadamente 5.400 canadenses por 14 anos. Os autores operaram primeiro fora da Universidade Estadual em Oregon, com a ajuda de centros de saúde em Quebec e Ontário.

Os voluntários raramente mudavam seus hábitos de consumo, com a quantidade sensata de álcool sendo até 21 unidades por semana para homens e 14 para mulheres (Uma unidade equivale grosseiramente à uma taça de vinho, embora o conteúdo alcoólico possa variar). Os pesquisadores observavam problemas de saúde e os voluntários preenchiam questionários para quantificar a disposição emocional geral. Por exemplo, os alvos do estudo respondiam quão frequente se sentiam “tão mal que nada poderia ajudar” ou quando “tudo era um esforço”. Os resultados foram convertidos em uma fórmula onde 1.0 correspondia à perfeitamente saudável e 0,36 à alta debilidade emocional.

Aqueles que consumiam moderadamente marcaram melhor no score com uma média de 0,89, enquanto os que deixaram de beber ficaram em último com 0,74. Aqueles que não bebiam marcaram na média 0,78 e os que bebiam demais 0,86.  “O consumo moderado de álcool não provocou efeitos deletérios mensuráveis ao longo da pesquisa”, diz o estudo.

Os pesquisadores afirmam que o estudo é importante pois acompanha o consumo de álcool da meia idade em diante, enquanto outros estudos anteriores não avaliavam riscos do consumo em idades específicas. “De fato, o consumo moderado durante a meia idade e terceira idade pode ter sido benéfico”, acrescentam.

No entanto, os pesquisadores dizem que seus estudos não apoiam a iniciação no consumo de álcool por razões de saúde. O International Scientific Forum on Alcohol Research (Fórum Científico Internacional em Pesquisas sobre Álcool), um consórcio de especialistas na área da saúde, apoiam fortemente as suposições do artigo. O revisor do fórum Harvey Finkel, um oncologista na Boston University Medical Center, indicou que é importantíssima a continuidade do acompanhamento dos indivíduos voluntários. “Conforme as pessoas envelhecem, mesmo não levando em conta os obstáculos médicos,  diminuem suas interações sociais, o que leva a um menor estímulo e oportunidades de beber”, diz ele.

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