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Teatro de Revista Por Blog Espetáculos, personagens, bastidores e tudo mais sobre o que acontece na cena teatral carioca, pelo olhar do crítico da Veja Rio

Uma conversa com Luciana Bezerra, coordenadora da Mostra Nós do Morro, que neste ano enfoca Shakespeare

Resultado de uma pesquisa dos textos de William Shakespeare, a 16ª edição da Mostra Nós do Morro, atualmente em cartaz, traz três montagens inéditas: Romeu e Julieta, com direção de Fátima Domingues, Era uma Vez a Tempestade – Um Shakespeare para Todas as Idades, dirigida por Cico Caseira, e Domando a Megera, direção de  Fernando Mello da Costa. Todas […]

Por rafaelteixeira Atualizado em 25 fev 2017, 17h58 - Publicado em 24 jul 2015, 17h27

Luciana Bezerra, coordenadora da Mostra Nós do Morro (crédito: divulgação)

Resultado de uma pesquisa dos textos de William Shakespeare, a 16ª edição da Mostra Nós do Morro, atualmente em cartaz, traz três montagens inéditas: Romeu e Julieta, com direção de Fátima Domingues, Era uma Vez a Tempestade – Um Shakespeare para Todas as Idades, dirigida por Cico Caseira, e Domando a Megera, direção de  Fernando Mello da Costa. Todas serão encenadas no Casarão do Nós do Morro (Rua Doutor Olinto de Magalhães, 54, no Vidigal), as duas primeiras aos sábados e domingos, até o dia 2 de agosto, e a última de 7 a 9 do mesmo mês (confira a programação completa aqui).

O blog conversou com Luciana Bezerra, coordenadora da mostra e diretora de projetos do grupo Nós do Morro. Confira:

Como começou a mostra e como ela tem evoluído desde então?

O grupo Nós do Morro tem a missão de oferecer acesso à arte como instrumento transformador do indivíduo, trabalhando a formação, produção e difusão artística. A mostra nasce da necessidade dos alunos apresentarem esse exercício para a plateia, ávida por entretenimento. Desde o início, a ideia da multiplicação esteve presente: atores mais experientes dando aulas a turmas mais jovens. Mas o evento ganhou força e caráter de mostra a partir de 2001, com o primeiro patrocínio da Petrobras. Desde então, anualmente o Nós do Morro leva ao Teatro do Vidigal peças de autores brasileiros e estrangeiros, e também de autores do próprio grupo que têm a possibilidade de desenvolver e exercitar a dramaturgia.

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As outras edições tiveram um tema?

Nem sempre usamos um tema específico, isso depende muito do projeto de pesquisa que a companhia vem desenvolvendo.  Diversas práticas de montagem apresentadas nas mostras participaram do Festival Estudantil de Teatro do Rio de Janeiro, realizado no CCBB.  Alguns conquistaram prêmios como a montagem de Gota d’Água, direção de Miwa Yanagizawa, e Barrela, direção de Paulo Gianinni. Nasceram na mostra como prática de montagem, ganharam status de peça profissional pela sua qualidade e realizaram temporadas em seguida.

O que podemos destacar de relevante na história da mostra?

A mostra costuma mudar o cenário do Vidigal. O público chega cedo e forma fila porque sabe que o espaço é pequeno e depois do terceiro sinal é falta de educação entrar no teatro. Uma plateia formada pela generosidade intelectual praticada pelo grupo, que faz questão de ensinar a seus alunos o quanto um artista depende dele.

Por que Shakespeare? Como foi o processo?

Temos uma parceria de longa data com a Royal Shakespeare Company. Já participamos de diversos fóruns sobre Shakespeare, em Stratford-Upon-Avon. Em 2007, apresentamos Os Dois Cavalheiros de Verona. Iniciamos um ciclo de pesquisa e aulas sobre o tema com nossos alunos aproveitando os 450 anos do aniversário do autor. Duas práticas de montagem e a peça da companhia tiveram início a partir desta pesquisa. As três foram escolhidas pelo perfil das turmas e grupo: Romeu e Julieta, encenada por adolescentes; Era uma Vez a Tempestade – Um Shakespeare para Todas as Idades e Domando a Megera. Não esperem Shakespeare convencional. As montagens têm muitas liberdades e licenças poéticas. São modernas, populares e contemporâneas.  É Nós Shakespeare!

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