O paradoxo de Rubel, uma discreta estrela pop

Rubel Brisolla, ou só Rubel, seu nome artístico, é um cantor e compositor de repertório suave. Ao vivo e no disco Pearl, lançado na internet, ele defende um folk inspirado que, entre outras virtudes, costuma arrancar suspiros instantâneos. Seu prestígio só faz crescer. Próxima atração do projeto A.Nota, dedicado a nomes que, como Rubel, fazem […]

Rubel, em foto de Rafael Simões: sucesso nas redes e agenda cheia

Rubel, em foto de Rafael Simões: sucesso nas redes e agenda cheia

Rubel Brisolla, ou só Rubel, seu nome artístico, é um cantor e compositor de repertório suave. Ao vivo e no disco Pearl, lançado na internet, ele defende um folk inspirado que, entre outras virtudes, costuma arrancar suspiros instantâneos. Seu prestígio só faz crescer. Próxima atração do projeto A.Nota, dedicado a nomes que, como Rubel, fazem promissora carreira em caminhos pavimentados por bytes, ele solta a voz no Oi Futuro Ipanema, na terça (28), às 21h (20,00 o ingresso). Conversamos com o artista de 24 anos que jogou seu disco na rede em 2013, ganhou aquelas curtidas dos amigos num primeiro momento, quase esqueceu da música e… estourou. Quando Bate Aquela Saudade, uma das faixas do disco, já angariou mais de 720 000 vizualizações no YouTube e anima o clipe que será lançado no Oi Futuro Ipanema.

Na terça (28), Rubel divide o palco do Oi Futuro Ipanema com Gus Levy (guitarra), Ricardo Rito (acordeão), Bubu (trompete do Los Hermanos), Pedro Fonte (bateria) e Pablo Arruda (baixo, toca no Quinteto Nuclear, na festa Jazz Ahead). No repertório, as sete faixas de Pearl eduas novidades, Partilhar e Mantra, além de versões para Esotérico (Gilberto Gil) e Tocando em Frente (Almir Sater e Renato Teixeira)

Você é carioca?
Nasci em Volta Redonda e vim para cá aos 7 anos, com a família. Hoje tenho 24, então me sinto meio carioca, meio volta-redondense.

Quais foram os seus primeiros passos na música?
Meus dois irmãos, Fabio e Natalia, são excelentes pianistas, tocam desde novos. Tínhamos um piano em casa. Eu era bem moleque e sempre brincava com o piano, meu irmão notou que eu tinha algum jeito e me incentivou a entrar numa escola de música. Escolhi violão e guitarra, estudei por 6, 7 anos.  Era apaixonado, por música, tive banda no tempo do Ensino Médio. A Corleones, tocávamos de terno, uma onda bem diferente da atual, mais rock alternativo. Mas nunca imaginei que viraria profissão.

Como a música virou profissão? (pergunto eu, fingindo que não sei a resposta, na verdade apenas para que ele conte a história deliciosa que começa a partir daqui)
Fui estudar Cinema na PUC. Deixei a música totalmente de lado, por uns três anos, durante a faculdade. Curiosamente, dentro do curso, fui fazer um intercâmbio em Austin, Texas, e descobri uma das cidades mais musicais dos Estados Unidos, talvez do mundo. A concentração de bandas e de casas de shows por lá é um negócio incrível. É uma ilha de cultura dentro daquele estado americano. Lá, descobri uma casa, uma república gigante, onde moravam mais de 100 pessoas. Tinha festa duas, três vezes por semana e dezenas das pessoas que moravam lá eram músicos. Tinha uma galera em Austin com uma referência parecida com a minha, estavam ouvindo folk, era o que eu estava ouvindo. Eu cantava em português, mas, mesmo assim, a química foi muito forte, fazia sentido para eles. Chegamos a ter uma banda de música brasileira lá, tocávamos Jorge Ben, Caetano, Mutantes, nas festas. Essa ida para lá resgatou minha vontade de tocar, fazer música.

E na volta você engrenou (comentário inusitado e meio sonso, o importante mesmo é o que ele diz abaixo).
Mais ou menos. Antes mesmo da volta pro Rio, quis guardar as minhas músicas, músicas que eu tinha composto em Austin, com os arranjos que os meus amigos criaram por lá. Gravei o disco em meados de 2012, com eles, ainda nos Estados Unidos. Lancei em 2013, na internet. Houve um primeiro impulso forte, os amigos compartilharam bastante, mas a repercussão não foi além do esperado, do apoio dos conhecidos. Passou um ano e continuei envolvido com cinema, morei mais seis meses fora, em Los Angeles, trabalhando em uma produtora, e, quando voltei para o Brasil, o disco estava acontecendo na Internet. O curso do disco foi totalmente torto, inesperado. Nunca foi notícia na imprensa, foi só na internet. Quando voltei para o Rio tinha convites para tocar em Manaus, Salvador, no Sul. Foi o que me impulsionou a tocar de verdade.

A agenda segue forte?
Montei uma banda no Rio, no final do ano passado. Aqui, fizemos Solar de botafogo, Sala Baden Powell, Audio Rebel. Também já tocamos em São Paulo, Belo Horizonte e Curitiba. Vamos fazer João Pessoa (31/7) e Recife (1º/8). O projeto está ganhando fôlego, quanto mais gente ouve o disco, vai aos shows, mais cresce o alcance. É incrível o poder que a internet tem por si só, sem a mídia tradicional. Acho que esse é o caminho realmente independente. O artista grava, as pessoas ouvem, sem intermediários.  A medida que tenho hoje é on-line. Temos 31000 curtidas no Facebook. No YouTube, Quando Bate Aquela Saudade já tem mais de 700 000 visualizações. Está ficando bom. Estou compondo, no ano que vem vou lançar um disco novo.

OUÇA AQUI QUANDO BATE AQUELA SAUDADE

 

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