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Música e história de graça na Sala Funarte

  Uns são testemunhas da história. Outros dedicam-se a pesquisá-la com afinco. E, para a nossa sorte, todos são músicos talentosos. Em cartaz a partir de segunda (24) na Sala Funarte Sidney Miller (Rua da Imprensa, 16, Centro, sempre a partir das 18h30), a série Memória Musical Funarte: Em Canto e Conto é estrelada por […]

Por Pedro Tinoco Atualizado em 25 fev 2017, 18h27 - Publicado em 21 nov 2014, 19h00

 

Nelson Sargento: o sambista da Mangueira abre a série, nesta segunda (24), às 18h30

Nelson Sargento: o sambista da Mangueira abre a série nesta segunda (24), às 18h30

Uns são testemunhas da história. Outros dedicam-se a pesquisá-la com afinco. E, para a nossa sorte, todos são músicos talentosos. Em cartaz a partir de segunda (24) na Sala Funarte Sidney Miller (Rua da Imprensa, 16, Centro, sempre a partir das 18h30), a série Memória Musical Funarte: Em Canto e Conto é estrelada por artistas que têm o que contar e vão fazê-lo, entre uma música e outra. No primeiro dia, o grande mangueirense Nelson Sargento, 90 anos, filho adotivo de Alfredo Português  (parceiro dele em um dos maiores clássicos da verde e rosa, Cântico à Natureza), defende pérolas próprias (Falso Amor Sincero é uma belezura, ouça AQUI) e conta como foi crescer na favela da Estação Primeira, em meio a ambas como Cartola, Carlos Cachaça e Nelson Cavaquinho – até se tornar um deles. Na quarta (26) a vez é de Monarco, guardião da memória portelense e a grande  voz do samba nos dias de hoje. João Roberto Kelly, o craque das marchinhas (Cabeleira do Zezé, Mulata Iê-iê-iê, Maria Sapatão), ocupa o palco na quinta (27). Na sexta (28), Henrique Cazes, fera das cordas e um conceituado pesquisador musical, consagra repertório e causos a  um ilustre colega de instrumento: o cavaquinista Waldir Azevedo, a quem já dedicou um disco inteiro (Relendo Waldir Azevedo, de 1997). O leque musical se amplia no resto da programação, indo de rock a Gonzagão. Aproveite, que é bom e de graça.

Confira lá embaixo a agenda completa e, de lambugem, assista a esse vídeo de um adorável encontro de Nelson Sargento e Monarco – em show memorável no Instituto Moreira Salles, há dois anos, eles reproduziram o histórico duelo musical entre Noel Rosa e Wilson Baptista.

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=7mDIfTDLHqI?feature=oembed&w=500&h=281%5D

PROGRAMAÇÃO

24/11 – Nelson Sargento canta e conta a Mangueira

Aos 90 anos, o baluarte da Estação Primeira relembra sua infância na Mangueira e os sambas de terreiro que fizeram história na verde e rosa.

26/11 – Monarco canta e conta a Portela

Paulo da Portela, Chico Santana e Candeia são alguns dos personagens que passarão pela prosa e pelo repertório do líder da Velha Guarda da Portela.

27/11 – João Roberto Kelly canta e conta as marchinhas de carnaval

Os clássicos da folia e seus grandes criadores são os temas desse encontro com o compositor de Cabeleira do Zezé, Mulata iê-iê-iê e Maria Sapatão.

28/11 – Henrique Cazes toca e conta Waldir Azevedo

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O compositor de BrasileirinhoPedacinhos do céuDelicado e outros clássicos do choro é o assunto da conversa com esse que é um de seus maiores discípulos.

01/12 – Déo Rian toca e conta Jacob do Bandolim

Aluno de Jacob, o bandolinista DéoRian traz o seu regional para relembrar causos e choros do grande mestre do bandolim brasileiro.

03/12 – Marcelo Caldi canta e conta Luiz Gonzaga

Autor do CD/livro Luiz Gonzaga: tem sanfona no choro (premiado pela Funarte em 2012), o sanfoneiro, cantor, compositor e arranjador carioca faz sua antologia do Rei do Baião.

04/12 – Leandro Souto Maior canta e conta o rock brasileiro

Raul Seixas, Os Mutantes e outras lendas do rock nacional entram nesse baile comandado pelo guitarrista e crítico musical Leandro Souto Maior, aqui acompanhado de sua banda Fuzzcas.

05/12 – Zé Luiz canta e conta o Império Serrano

Líder da Velha Guarda do Império Serrano, o compositor fala do morro da Serrinha, do passado jongueiro de sua escola e de sua relação com o genial Silas de Oliveira.

17/12 – Maria Teresa Madeira toca e conta Chiquinha Gonzaga

Os choros e as inúmeras batalhas da “maestrina” revivem no piano e na conversa com uma das maiores especialistas em sua obra.

18/12 – Casuarina canta e conta Sidney Miller

Surgido nos anos 60 e precocemente falecido em 1980, o compositor – que dá nome à Sala Funarte do Rio de Janeiro – tem seus sambas relembrados pelo jovem conjunto carioca

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