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Conhece a Bu?

Filha de Emanuelle Araújo (cantora e atriz que, nos palcos, brilha em shows da banda Moinho e, na tela, ganhou papéis em Ó Paí, Ó e no recente Até que a Sorte Nos Separe 3, entre outras produções no cinema e na TV), Bruna Araújo nasceu em Salvador e veio para o Rio ainda criança, […]

Por Pedro Tinoco - Atualizado em 25 fev 2017, 17h40 - Publicado em 18 jan 2016, 19h31
Bu Araújo: novíssima MPB em uma noite no Solar de Botafogo

Bu Araújo: novíssima MPB em uma noite no Solar de Botafogo

Filha de Emanuelle Araújo (cantora e atriz que, nos palcos, brilha em shows da banda Moinho e, na tela, ganhou papéis em Ó Paí, Ó e no recente Até que a Sorte Nos Separe 3, entre outras produções no cinema e na TV), Bruna Araújo nasceu em Salvador e veio para o Rio ainda criança, há uma década. Hoje, aos 21 anos, está no finzinho do curso de Psicologia e no início de uma carreira promissora. Bu Araújo – o apelido de infância virou nome artístico – segue os passos da mãe e mostra projeto solo como cantora: o espetáculo O Ar que Tenho em Mim ocupa o Solar de Botafogo (Rua General Polidoro, 180, Botafogo) na quarta, dia 20, às 21h (cinquentinha a inteira). A moça solta a voz acompanhada por Braulio Girão (violão), Pedro Moragas (baixo), Daniel Batalha (guitarra) e Gabriel Marinho (percussão, programação eletrônica, bateria e produção musical, à frente do selo Mondé), além dos convidados Lucas Videla (“tremendo percussionista”, conta Bu) e Chico Chico. Essa turma toda tem em comum a convivência em tenra idade no Ceat, colégio em Santa Teresa, e, claro, o gosto pela música.

Com alguns de seus atuais companheiros de palco, Bu dividiu por seis anos a banda Zarapatéu. “Essa foi a minha escola”, conta. O conjunto de garotos rodou pela cidade, tocando em lugares como Teatro Odisseia, Sala Funarte Sidney Miller, Parque das Ruínas, Lona Cultural da Maré, Teatro Rival e Sala Baden Powell. Primeiro single do projeto solo de Bu, Ar (que você ouve AQUI ) tem um pé na melhor música mineira dos anos 70, além de toques contemporâneos no arranjo. “Ouvi muito Milton, Clube da Esquina, absorvi por osmose”, conta Bu, antes de definir: “o show é muito marcado por música brasileira, mas com o meu toque, uma interpretação pessoal”. Ao vivo, Bu Araújo constrói seu repertório com temas autorais e obra de ilustres terceiros, a exemplo de Baden e Vinicius (ela enfrenta afrossambas da dupla), Caetano Veloso (Tigresa) e Gilberto Gil (Indigo Blue). Chico Chico, ex-colega de Ceat e, curiosamente, também um filho de mãe cantora (Cássia Eller) às voltas com os primeiros passos no mundo do showbiz, participa da apresentação cantando uma da anfitriã e algumas de sua própria lavra. Bu conta que a mãe, quando ouviu a gravação de Ar, pirou. “Ela deve participar do nosso show no dia 9 março, também no Solar de Botafogo”, diz. Convidada a comparar seu estilo com o de Emanuelle, a filha pensa um pouco antes de responder. “Não moramos mais juntas, mas sempre conversamos sobre música quando nos encontramos. Minha mãe é mais intérprete, eu sou mais compositora. Ela é mais para fora, pro mundo, eu tenho uma coisa mais interna, reflexiva”, conta. Perto de acabar o curso de Psicologia, a filhota, que também herdou da mãe um belo sorriso, acha que a terapia, no futuro, vai se dar no palco mesmo. “Vou terminar o curso, mas, agora, o que move grande parte do meu dia é a música. A faculdade até é importante na minha composição, muito do que eu aprendo sobre o ser humano, sobre a existência, vem da psicanálise”.

Antes de chegar ao Solar de Botafogo, a partir da próxima quarta, dia 20, o show foi testado informalmente no Da Casa da Táta, na Gávea. Assista aqui à interpretação de Bu Araújo para Indigo Blue

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