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Água de Moringa, 25 anos de choro em uma noite no Rival

O nome é o mesmo de uma conhecida composição dos bambas Nei Lopes e Wilson Moreira, mas trata-se de uma coincidência. “Sei que um de nós teve a ideia de batizar assim, o espírito era esse, bem brasileiro, mas ninguém lembra mais quem foi”, conta Jayme Vignoli, que empunha o cavaquinho no conceituado grupo de […]

Por Pedro Tinoco Atualizado em 25 fev 2017, 18h35 - Publicado em 1 ago 2014, 22h27
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Rui Alvim, Marcílio Lopes, Jayme Vignoli, Josimar Carneiro, Luiz Flávio Alcofra e André Boxexa: o Água de Moringa em foto de Silvana Marques

O nome é o mesmo de uma conhecida composição dos bambas Nei Lopes e Wilson Moreira, mas trata-se de uma coincidência. “Sei que um de nós teve a ideia de batizar assim, o espírito era esse, bem brasileiro, mas ninguém lembra mais quem foi”, conta Jayme Vignoli, que empunha o cavaquinho no conceituado grupo de choro Água de Moringa. Afinal de contas, lá se vão 25 anos. Para celebrar a data, Jayme, Rui Alvim (sopros), Marcílio Lopes (bandolim e violão tenor), Luiz Flávio Alcofra (violão), Josimar Carneiro (violão de sete cordas) e André Boxexa (percussão e bateria) se apresentam na terça (5), no Teatro Rival.

Os músicos do sexteto se conheceram no curso de música da UniRio. Alunos na disciplina de música de câmara, mas com a cabeça e o coração voltados para repertório popular brasileiro, eles decidiram criar o conjunto e mergulharam no rico universo do choro.  A formação é a mesma desde o primeiro disco, de 1994. No ano seguinte veio outro álbum, também com o nome do grupo, seguido por Saracoteando (de 1998, vencedor de dois prêmios Sharp), As Inéditas de Pixinguinha (2002) e Obrigado Joel (2010). O tratamento luxuoso a pérolas do choro e da MPB vai dos pilares, Nazareth, Pixinguinha, aos contemporâneos Guinga e Hermeto Pascoal, passando por composições próprias e a erudição verde-e-amarela de Guerra-Peixe. Esse repertório vasto será revisitado no Teatro Rival, na terça (5), com convidados: a cantora Mariana Baltar e Joel Nascimento, o virtuoso bandolinista homenageado no disco de 2010.

Quem aparecer para acompanhar a roda também vai ouvir três músicas compostas para celebrar o 25º aniversário do Água de Moringa, assinadas por outros craques do choro – o violonista Maurício Carrilho, o bandolinista Afonso Machado (do conjunto Galo Preto) e o clarinetista Pedro Paes. Moleque da Penha, composição de Jayme Vignoli em homenagem a Joel Nascimento, completa a lista. Juntos há tanto tempo que ninguém mais lembra de onde veio o nome do grupo os caras tornaram-se músicos tarimbados, à vontade em seus instrumentos, como mostra o delicioso vídeo aí embaixo. A propósito: na apresentação festiva eles vão tocar Água de Moringa, a parceria de Nei Lopes e Wilson Moreira registrada no disco Negro Mesmo, de Nei.

Assista à interpretação do Água de Moringa para Viva João da Bahiana, de Pixinguinha

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=CtP1arYMDfE?feature=oembed&w=500&h=281%5D

 

 

 

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