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Papai de primeira viagem

“Achava que minha vocação era ser ator, mas nasci para ser o pai de Anita. É o que faço de melhor”. Esse é Leon Góes, morador de Laranjeiras e ator de grande currículo no teatro adulto (com trabalhos também na TV e no cinema), mas que repensou a carreira com o nascimento de sua menina, […]

Por laisbotelho Atualizado em 25 fev 2017, 18h33 - Publicado em 30 ago 2014, 00h24

“Achava que minha vocação era ser ator, mas nasci para ser o pai de Anita. É o que faço de melhor”. Esse é Leon Góes, morador de Laranjeiras e ator de grande currículo no teatro adulto (com trabalhos também na TV e no cinema), mas que repensou a carreira com o nascimento de sua menina, hoje com 5 anos.

Agora, ele se entrega ao teatro infantil em O Pequeno Autor, que estreia dia 6 de setembro no Centro Cultural Banco do Brasil. Na peça, ele será o Seu Santiago, um senhor meio doidinho, dono de um sebo e criação do imaginário de Hermínio, que se comunica com o mundo da fantasia através da escrita.

Leon se empolgou tanto com a nova fase que já até escreve um texto teatral com Anita! Abaixo, você confere o papo que batemos com este rapaz bem-humorado e cheio de planos.

Divulgação

Como foi o convite e a preparação para viver Seu Santiago?

O convite foi uma surpresa. Ensaiei por mais de dois meses com gente que sabe o que faz. Preparador corporal, professora de música, maestro, músicos e um elenco talentoso. No comando, um diretor inquieto, preciso e generoso- com um texto bem esperto nas mãos.

 

Por que nunca pensou em trabalhar no teatro infantil?

Nunca gostei… mas também tenho dificuldades com o teatro adulto(risos). O Tablado é diferente e a contribuição de Karen Acyoli para tornar o teatro infantil interessante é evidente. A Trupe do Experimento é sensacional e por isso aceitei o convite.

 

O que te surpreendeu nesse novo cenário?

A inteligência. Tenho uma filha de 5 anos e sei como é esperta. Um dia fomos a uma peça e depois de 20 min. do início, ela perguntou, como fazem as crianças, num volume sem noção, quando a peça iria começar(risos). Toda a plateia riu e eu morri de vergonha dos atores (risos). Mas ela tinha razão(risos).

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É diferente ensaiar para o público mirim?

Vou saber agora, de fato. Mas a sinceridade é a marca das crianças. Dificilmente uma criança que não gostou de você vai te dar os parabéns.

 

Poderia contar um pouquinho sobre o texto que escreve com sua filha para o teatro?

A peça chama-se “Meus queridos papais” e conta a história de um anjinho que escolhe voltar à Terra tendo um casal de homens como pais, ao mesmo tempo esse casal sonha em adotar uma criança. Eles se encontram em sonhos. Os diálogos do anjinho com eles são palavras e conversas entre minha filha e eu e a mãe da minha filha e ela. Sempre anotamos o que ela dizia e diz. Tudo é muito lúdico e às vezes desconcertante. Mas é uma peça infantil, poética e bem humorada.

 Divulgação

 RAPIDINHAS

Outros trabalhos: professor da CAL, treinador de ator, escritor, diretor e pai

TV, cinema ou teatro? No teatro é você quem manda, não tem jeito. TV, eu não sei te dizer. O cinema tem me dado mais prazer. O Desafio é igual: fazer o serviço direito

Marcos na carreira: Baal de Brecht; Escola de Bufões de Geulderode; A Vida Como Ela É; Bonitinha Mas Ordinária e O Homem que Desafiou o Diabo

Alguém que gostaria de trabalhar: Olha, eu quero trabalhar com quem quer trabalhar comigo. Agora, tem uns caras que não me chamam e eu quero mesmo assim(risos), mas eu tenho vergonha de citar nomes(risos)

Planos para o futuro: Dirigir minha peça, publicar um livro, tentar fazer com que Anita preste mais atenção ao dever de casa e fazer parte dos planos dos outros

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