Brava, mesmo

O casal argentino, todo arrumado, parecia melhor preparado para um chá da tarde à beira da piscina. Mas depois de observar o mar por um bom tempo e notar que um banhista enfrentava com certa desenvoltura as ondas vigorosas, resolve também se aventurar nas águas. Tiram os roupões e de mãos dadas, altivos, dão alguns passos mar […]

O casal argentino, todo arrumado, parecia melhor preparado para um chá da tarde à beira da piscina. Mas depois de observar o mar por um bom tempo e notar que um banhista enfrentava com certa desenvoltura as ondas vigorosas, resolve também se aventurar nas águas. Tiram os roupões e de mãos dadas, altivos, dão alguns passos mar a dentro, para logo depois, com a água pela cintura, levar um tremendo caixote.

Depois de rolar de pernas para o ar, os visitantes se levantam com dificuldade dentro da correnteza que puxa para o fundo e procuram fugir rapidamente daquele inferno de sal e espuma. A cena retrata bem o que é a banda esquerda da Praia Brava, uma das mais perigosas de Búzios.

Pequena, irritada, ela combina colunas pesadas de água com uma correnteza que quase sempre puxa para fora. Quem não teme seu marulho são os surfistas, que encontram nela algumas das melhores ondas da península.

Localizada na face direita da península, quase no seu extremo, a Brava se esconde ao pé de um morro alto no qual estão instalados hotéis, bares e restaurantes, alguns muito bons. A faixa de areia é estreita, razão pela qual a maioria dos turistas prefere se encarrapitar no morro e apreciar a paisagem sem se aventurar no mar. Apesar dos hotéis e restaurantes, a praia não pode ser habitada. Trata-se de uma Área de Proteção Ambiental onde é proibida a construção de moradias.

O acesso se dá pelo alto do morro, onde o turista é recebido pelos primeiros bares.

Vistas de cima, suas ondas não parecem oferecer grande risco aos banhistas desavisados, que têm uma opção mais segura para se banhar. No canto direito da praia a maré é mais tranquila.

Para chegar lá é preciso cruzar um pequeno obstáculo de pedras, de fácil acesso na maré baixa. Ali há uma trilha liga a Brava à Olho de Boi, a praia de nudismo da cidade.

Tomar uns coquetéis à sombra do quiosque com a vista ampla para admirar é boa alternativa para quem não quer molhar os pés.

Quem está habituado com mares temperamentais não sofre muito para furar ondas por lá.

A vegetação é farta nos morros e de certa forma pitoresca, com os cactos nativos.

O declive do terreno não impede a distribuição de mesas pelos espaços livres.

Por todo o morro, há nichos confortáveis em posição privilegiada para a contemplação do cenário.

Festivais de comida são frequentes, com chefs convidados cuidando do cardápio.

O paisagismo é bem cuidado, em harmonia com a natureza.

O banho de sol da turista só é perturbado pela subida da maré.

Maré que pode cobrir toda a areia e até as primeiras lajes, expulsando os banhistas morro acima.

Na Brava, se você é expulso da areia pela maré cheia, pode aproveitar para se esbaldar na barraca de ostras vivas. A maré ali é alta mas mansa, sem o tumulto das multidões que enchem as outras praias. Imperdível.

(Fotos: Julio Cesar Cardoso de Barros)

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