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Maresia Fluminense Por Blog

A praia do presidente JK

A praia da Armação, em Búzios, começa para além da famosa Rua das Pedras, percorre toda a Orla Bardot e termina ao pé de um morro que a separa da Praia dos Ossos. Do lado esquerdo, junto à Praia do Canto, predominam os estabelecimentos e atrações para turistas. É o trecho mais badalado da cidade, onde ficam […]

Por juliobarros - Atualizado em 25 fev 2017, 18h58 - Publicado em 12 set 2013, 07h28

A praia da Armação, em Búzios, começa para além da famosa Rua das Pedras, percorre toda a Orla Bardot e termina ao pé de um morro que a separa da Praia dos Ossos. Do lado esquerdo, junto à Praia do Canto, predominam os estabelecimentos e atrações para turistas. É o trecho mais badalado da cidade, onde ficam as grandes boates, os restaurantes, bares, galerias, lojas de grife e os grandes hotéis do Morro do Humaitá, cuja vista para o mar é uma grande atração.

No canto direito, ficam os bares e o comércio local, pequenas pousadas, casas de pescadores e moradores permanentes. No auge da temporada de verão a coisa ali fica um pouco barulhenta, mas ao longo do ano o cenário é de aconchego e tranquilidade.

Uma característica do lugar são as construções antigas, erguidas nos primórdios da ocupação da península, nos tempos da caça à baleia, que já foi a base econômica da região. Dentre essas construções se destaca o casarão colonial que abriga hoje um restaurante, mas já hospedou um presidente.

Esse presidente é Juscelino Kubitschek, homenageado na orla da Armação com uma escultura. Consta que JK, sempre bem acompanhado, ocupava uma suíte do casarão do século 18, que pertencia a seu ministro-chefe da Casa Civil, Osvaldo Penido, onde hoje funciona o restaurante Sollar Búzios.

 O casario colonial é preservado, guardando a lembrança daquela Búzios remota, produtora de óleo de baleia.

 Do lado do mar, assentado sobre a areia da praia, há apenas um casarão, transformado em hospedaria com um bom restaurante e pizzaria de carta italiana, onde não faltam vinhos razoáveis, a preços um pouco salgados.

Algumas construções antigas foram transformadas em casas de veraneio, outras resistem como moradia de buzianos.

O charme da arquitetura colonial preservada encanta os visitantes. Becos com calçamento pé-de-moleque ainda são encontrados no bairro.

Na Armação fica o pier de onde partem os barcos de passeio pela orla e aonde chegam as coloridas embarcações de pesca com sua carga de peixes frescos ou depois de descarregá-la em Cabo Frio. É uma impressionante variedade de tamanho, formato e cores das embarcações fundeadas na pequena baía.

Ponto de atracação de barcos de turismo e de trabalho, dali partem as escunas para passeios pela orla e até Arraial do Cabo e Cabo Frio.

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Embora pouco usada para banho, a ponta direita da Armação tem águas claras e areias permanentemente limpas, sem poluição visível, apesar do emporcalhamento que jovens veranistas mal educados promovem durante a noite, no auge da temporada.

Toda a Orla Bardot é ponto de atracação de barcos, mas na ala direita eles descansam em quantidade exuberante, tornando a cena irresistível para os fotógrafos profissionais ou amadores.

A rua calçada de paralelepípedos margeia a praia de uma ponta a outra e pode ser percorrida a pé facilmente.

Sob a sombra das amendoeiras, apreciar a vista do mar verde claro que se perde no horizonte não custa nada.

Mas poderiam cobrar entrada para um espetáculo tão belo. Esculturas dentro d’água homenageiam os que vivem do pescado.

Quando o sol começa a baixar, é hora de não mover o pé e continuar a curtir as belezas do lugar.

Fotogênica como toda a península, a Armação prolonga o show visual pelo final de tarde.

 Como em todo entardecer buziano, na Armação a paisagem é relaxante. Sentar-se à mesa de um dos bares da orla ou num banco de frente para o mar, tomando uma taça de vinho ou uma cerveja e contemplar o pôr-do-sol é um programa e tanto.

 À noite, bares com música, restaurantes e lojas de lembranças ficam abertos até tarde. E a beleza dos barquinhos ancorados continua a fascinar.

 (Fotos de Julio Cesar Cardoso de Barros)

 

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