Clique e Assine a partir de R$ 8,90/mês
Ike Cruz Por Ike Cruz, empresário artístico e consultor de imagem

Parabéns pra você, Juliana Paes!

A atriz, que completa impecáveis 42 anos, é um raro exemplo de sucesso que não sobe à cabeça

Por Ike Cruz Atualizado em 26 mar 2021, 12h57 - Publicado em 26 mar 2021, 12h55

Conheci Juliana em 1999. Lá se vão 22 anos de muito trabalho (ela tem 21 de carreira) e uma grande amizade.

Curiosamente, até hoje, a pergunta que mais me fazem por onde quer que eu vá, é a seguinte: “mas a Juliana é gente boa mesmo como parece ? ”

Afirmo aqui o mesmo que respondo por aí há duas décadas : sim, ela é muito “gente boa”. Aliás, bem mais que isso.

Todavia, o conceito de “gente boa” costuma ser muito vago e abrangente. Tem o vigia do prédio que me dá bom dia nas “madrugas” quando saio pra correr, a simpática menina do Talho Capixaba que sempre coloca pão de queijo pro meu filho no meio das compras, o jornaleiro do bairro e diversas outras pessoas do dia a dia que são gentis e agradáveis por natureza.

Em relação à Juliana, a reposta é econômica porque não dá pra alugar o interlocutor descrevendo o porquê da resposta com detalhes, pois corro o risco de passar por chato e pouco crível, afinal como pode uma pessoa possuir tantas virtudes nos dias de hoje ?

Essa rotineira resposta não é baseada somente na minha experiência, pelo contrário, sempre procurei analisar as pessoas dentro de um contexto geral, sobretudo as atitudes com desconhecidos ou com quem não se tenha nenhum tipo de interesse paralelo. Só assim conseguimos tecer uma impressão mais realista das personalidades.

São muitos anos trabalhando e convivendo com atores, pessoas famosas e posso garantir ao leitor que Juliana Paes é uma mulher admirável e de brilho muito raro. Alegre, otimista, acessível, generosa e amorosa (melhor parar por aqui pra não parecer imparcial). Prova disso é que o trabalho mais exaustivo que tive nos primeiros anos da carreira da atriz foi distribuir muitos “NÃOS” para tudo e todos que chegavam com ideias e propostas fora dos nossos objetivos e critérios.

Até pensei em escrever um pouco sobre sobre a carreira, mas não vi necessidade e nem é o cerne dessa coluna. Mesmo porque está tudo aí pra todos verem. Quem não viu ou quer rever pode assistir tudo na TV ou na internet e tirar suas próprias conclusões.

O que vale eu registrar aqui é que nada foi fácil ou simples como pode parecer aos olhos de alguns. Trabalhando nos bastidores, só eu sei (e presenciei) o quanto subestimaram a garota de São Gonçalo. E não foram poucos. Teve produtor de elenco profetizando que ela nunca seria uma protagonista, diretor achando que só faria papel de boazuda, editores de moda que não a viam em capa de revista e por aí ladeira abaixo.

Lembro bem de uma situação, onde a editora de uma conceituada revista de moda, por anos consecutivos, me deu diversas negativas alegando que a atriz “era fora do perfil “. Tempos depois, recebi um convite dessa própria editora para estampar uma capa durante o sucesso estrondoso da atriz durante uma novela.  Até hoje tenho essa capa num quadro do meu escritório como lembrança emblemática daquela fase. Depois dessa disrupção na limitada visão editorial, Juliana fez mais cinco capas da mesma revista e acabou se tornando “darling”, termo-preguiça que o mundinho fashion dava para as queridinhas da moda.

Era divertido ver essas situações se revertendo pouco a pouco. Admito que muitas vezes eu não lidava bem com isso, pois detectava a falta de visão da maioria e tinha certeza absoluta do resultado. Entretanto, seguíamos em frente “jogando o jogo” e eu mudava apenas algumas estratégias.

Continua após a publicidade

Por outro lado, dona de uma segurança genuína, Juliana nunca fechou a cara, se ressentiu ou desanimou perante os reveses. De forma madura, usava-os como combustível para suas conquistas. A vida a treinou firme em relação as adversidades. Transitava bem no “perrengue” e garanto a vocês que sabe até hoje. Sempre confiou em si própria e no tempo. Não errou.

Juliana foi crescendo em absolutamente todos os sentidos. Sem ansiedade ou pressa, características comuns e inerentes a essa nova geração. Calma aí caro colunista, então  quer dizer que a Juliana Paes é uma pessoa sem defeitos ? Evidente que não, mas nada significativo ou que a desabone. Por exemplo: o relógio da marca JP cisma com o horário de verão, ela ainda acredita em alguns “duendes & fadas” e outras amenidades. Isso, perto do que eu vejo por aí e comparando com as minhas imperfeições, se tornam até um charme.

Hoje, muita coisa mudou em relação ao passado. Possui uma carreira consolidada, independência financeira, bons convites de trabalho e ainda formou uma linda e nova geração na sua família.

Entretanto, mesmo diante dessas merecidas conquistas, nunca “baixa a guarda” ou se acomoda. É da turma da labuta, gosta de se manter ativa e produtiva. Está sempre buscando novos desafios e lugares onde ainda não se arriscou profissionalmente. Assim é um verdadeiro artista, vive se descobrindo, ousando, errando e acertando.
Por outro lado algumas coisas nunca mudaram.

Sua ligação visceral com a família, a personalidade alegre e contagiante, a generosidade incondicional, a tolerância, o incrível otimismo mesmo diante das “shit storms” e sobretudo a preservação de antigas amizades.

Aqui, peço licença para me incluir. Hoje é aniversário da Juliana, mas nós, os sortudos da intimidade, é que somos presenteados todos os dias por esse convívio e aprendizado.

Encerro a coluna com uma nota pessoal direcionada a própria.

Juca, você tem enorme importância na minha vida sob todos os aspectos e se hoje sou uma pessoa melhor, um pai coruja e esse jovem senhor menos ranzinza, pode ter certeza que grande parte dessa evolução tem muito do que aprendi só de estar ao seu lado em todos esses anos.

Afinal, seu jeito de viver a vida ensina qualquer um pelo melhor dos caminhos.

Muito obrigado pelo seu exemplo e amizade. Ambos estão muito bem guardados no meu coração.

Sigamos.

Com muito amor, Feliz Aniversário!!!

Continua após a publicidade
Publicidade