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Histórias do futebol carioca Por Blog

Vinte anos sem Dener

No próximo dia 19 de abril completam-se 20 anos da prematura morte de Dener, um dos maiores jogadores de futebol do seu tempo, que por ter morrido com apenas 23 anos de idade não teve tempo de alcançar o lugar que seu talento poderia lhe proporcionar na galeria dos craques. Dener surgiu para mundo na […]

Por Bruno Salles Atualizado em 25 fev 2017, 18h42 - Publicado em 17 abr 2014, 04h51

No próximo dia 19 de abril completam-se 20 anos da prematura morte de Dener, um dos maiores jogadores de futebol do seu tempo, que por ter morrido com apenas 23 anos de idade não teve tempo de alcançar o lugar que seu talento poderia lhe proporcionar na galeria dos craques.

Dener surgiu para mundo na Copa São Paulo de Juniores de 1991, conquistada pela Portuguesa de Denner com nove vitórias em nove jogos, incluindo um 4×0 na decisão contra o Grêmio do goleiro Danrlei e do volante Emerson.

Naquele mesmo ano Dener já era o destaque do time profissional da Lusa e foi convocado para a Seleção Brasileira treinada por Falcão. Mas as temporadas de 1991 e 1992 foram marcadas por certa irregularidade, alguma indisciplina e lances espetaculares. No primeiro semestre de 1993 Denner jogou por empréstimo pelo Grêmio, onde brilhou, mas logo voltou à Portuguesa.

denner

No primeiro semestre de 1994, novo empréstimo e Dener veio para a Cidade Maravilhosa, jogar no Vasco de Carlos Germano, Ricardo Rocha e Valdir, então bicampeão estadual. A adaptação foi rápida e a torcida passou a saúdá-lo com uma música que mostra como enxergava o potencial do novo ídolo: “Ê cafuné, ê cafuné, o Dener é a mistura de Garrincha com Pelé!”.

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Logo no começo do ano o Vasco foi a Argentina disputar um amistoso contra o Newell´s Old Boys e Denner foi aplaudido de pé pelo técnico adversário, que era Diego Maradona. Na sequencia Dener e o Vasco foram passando pelos adversários do Carioca sem muita dificuldade e o Gigante da Colina terminou a primeira fase como o melhor time do campeonato, com direito a dois pontos extras no quadrangular final (o Fluminense começou com um ponto e Flamengo e Botafogo começaram zerados).

Entre a primeira fase e o quadrangular final, o Vasco, com show de Denner, venceu o Fluminense por 4×1 e conquistou a Taça Guanabara, conquista que não teve qualquer efeito prático para a disputa do campeonato, mas só fez aumentar o prestígio de Denner não só com os vascaínos, mas também com qualquer amante do bom futebol.

Depois de disputadas duas das seis rodadas do quadrangular decisivo, na madrugada do dia 17 de abril, o carro em que Dener voltava de São Paulo se chocou com uma árvore na Lagoa Rodrigo de Freitas em função de o motorista ter dormido ao volante, provocando a morte imediata de Dener, asfixiado pelo cinto de segurança, em decorrência de estar com o banco inclinado.

Terminava ali, de forma trágica, a vida e a carreira de Denner, que jogou pouco tempo, muita bola e tem seu lugar na história e no coração dos vascaínos, que não esquecem 17 jogos, dos quais o Vasco não perdeu nenhum, e cinco gols marcados em sua curta passagem por São Januário. Um mês depois da tragédia, no dia 15/05/1994, o Vasco venceu o Fluminense por 2×0 pela última rodada do quadrangular e conquistou o tricampeonato carioca, conquista póstuma de Dener.

Nos tempos de Vasco Dener deu uma declaração que, para muita gente, resume seu estilo de jogo: “Ás vezes eu acho um drible bonito mais bonito do que um gol”.

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