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Histórias do futebol carioca Por Blog

Iziane e Romário, alguma coisa em comum

Nos recém iniciados Jogos Olímpicos de Londres há uma equipe brasileira que está competindo desfalcada. A seleção feminina de basquete conta com apenas onze atletas ao invés de doze, por conta do corte de Iziane, punida por ter levado o namorado para dormir algumas vezes no seu quarto no hotel onde a seleção estava concentrada. […]

Por Bruno Salles - Atualizado em 25 fev 2017, 19h21 - Publicado em 30 jul 2012, 03h53

Nos recém iniciados Jogos Olímpicos de Londres há uma equipe brasileira que está competindo desfalcada. A seleção feminina de basquete conta com apenas onze atletas ao invés de doze, por conta do corte de Iziane, punida por ter levado o namorado para dormir algumas vezes no seu quarto no hotel onde a seleção estava concentrada.

É o tipo de punição que não chega a ser incomum no mundo dos esportes. Um dos episódios mais célebres desse tipo aconteceu no Flamengo, em 1999. Na última rodada do Brasileiro daquele ano, na noite de quarta-feira 10 de novembro, o rubro-negro perdeu por 3×1 para o Juventude em Caxias do Sul e ficou de fora da fase de mata-mata do campeonato.

Era a quarta eliminação na 1ª fase do campeonato desde 1995, quando Romário chegou ao clube. A única edição em que o Flamengo ficou entre os oito primeiros e participou das finais foi em 1997, quando o Baixinho estava no Valência da Espanha.

À série de frustrações somou-se a noitada de Romário. Ou de todo o grupo. O fato é que o Baixinho foi fotografado ao lado da rainha da tradicional Festa da Uva em uma boate no começo da madrugada, logo após o jogo. Mas diz a lenda que Romário voltou ao hotel e participou (e promoveu) uma festa entre diversos jogadores e algumas garotas de programa. Consta que os jogadores alegaram à época que passaram a noite jogando cartas no quarto do goleiro Clemer. Antes da repercussão da foto nos jornais de todo o Brasil a crise explodiu no café da manhã do dia seguinte, quando o supervisor do clube à época, José Eduardo Chimello, ficou revoltado ao encontrar Romário com duas das garotas de programa. Chimello, que chegou a declarar que passou a noite chorando pela eliminação enquanto os jogadores comemoravem, determinou que o Baixinho deveria ser desligado da delegação e, ele Chimello, voltou ao Rio o mais rápido possível para discutir o caso com o presidente Edmundo Santos Silva.

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O elenco do Flamengo permaneceu no Sul por mais alguns dias, pois a eliminação jogou o time para a fase de repescagem por uma vaga na Libertadores, e a estreia seria contra o Inter no Beira-Rio três dias depois. A crise perdurou por todos esses dias e, no sábado, 13 de novembro, enquanto o time se preparava para o jogo de Porto Alegre, Romário voltava ao Rio para nunca mais jogar pelo clube da Gávea.

A célebre foto que deu origem à crise que terminou no divórcio entre Flamengo e Romário.

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