Não se faz mais música como antigamente. Ainda bem.

Precisamos criar nossas memórias, a partir de sons e letras que façam sentido para o momento que vivendo.

Sextou!!! E “sextou bonito” pra música popular brasileira. Hoje foi lançado o novo disco do Silva (seu sexto registro fonográfico), “Brasileiro”, com 13 faixas inéditas e autorias. Quatro canções me atravessaram logo na primeira audição: A Cor é Rosa (primeiro single lançado há uma semana junto a um clipe super simpático), Duas da Tarde (qualquer pessoa que já se apaixonou vai se identificar), Fica Tudo Bem (duo com a poderosíssima Anitta) e Brasil, Brasil (daquelas letras que nos relembra como é bom ser brasileiro).

 

Falando no Silva, ele também assina em parceria com o poeta Omar Salomão, o primeiro single do novo trabalho de Gal Costa já disponível em todas as plataformas digitais. Produzido por Pupillo (baterista da Nação Zumbi), Palavras no corpo traz impressa em cada verso toda a poesia contemporânea de Omar. A parceria do carioca com o capixaba foi articulada pelo paulista Marcus Preto, diretor artístico do álbum que será lançado no início de agosto.

 

 

Outra bela parceria promovida pelo expert Marcus Preto é a do rapper Emicida com Erasmo Carlos. Termos e condições é uma das doze faixas do 31o álbum da carreira do Tremendão, “Amor é isso, lançado na sexta passada. Preto também assina a direção artística do trabalho que Erasmo afirma ser “o disco que melhor representa o que ele tinha pra dizer”. No projeto, novas possibilidades se apresentam e o roqueiro traz outras parcerias inéditas com Samuel Rosa, Adriana Calcanhoto, Arnaldo Antunes e Marisa Monte, além de letras escritas especialmente para o cantor feitas por Nando Reis, Teago Oliveira (Maglore) e Marcelo Camelo.

Na sexta passada (18/5) também foi lançado o novo disco de Elza Soares, Deus é mulher. Depois d’A mulher do fim do mundo (2015), Elza ressurgiu na música como uma fênix e mostrou estar atenta a todos os sinais e, principalmente, as novas vozes da música popular brasileira. Assim como o sucessor, o novo álbum tem produção de Guilherme Kastrup porém suas canções têm uma atmosfera mais solar apesar das temáticas abordadas – empoderamento feminino, liberdade sexual e religiões de matrizes africanas.

Pra encerrar neste clima musical e solar, a carioquíssima Mahmundi nos presenteia nesta sexta de outono com o primeiro single do seu segundo e aguardado disco. A música Tempo pra amar foi escrita por ela em parceria com Carlinhos Rufino e co-produção de Lux Ferreira. As imagens do clipe que embalam o single são deliciosas.

Ufa! Ainda bem que não se faz mais música como antigamente porque precisamos criar nossas próprias memórias, a partir de sons e letras que façam sentido para o momento em que estamos vivendo. E ainda bem que artistas como Erasmo Carlos e Elza Soares, veteranos e consagrados, entendem isso e dialogam cada vez mais com esta “linda juventude”.

Agora ‘bora’ curtir o final de semana ao som de muita música brasileira porque ela é nosso maior legado cultural!

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