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Fabiano Serfaty Por Fabiano M. Serfaty, clínico-geral e endocrinologista, MD, MSc Saúde, prevenção, tratamento, dieta, bem-estar, tecnologia, inovação médica e inteligencia artificial com base em evidências científicas

Como cuidar da saúde da sua empresa? Entenda o que é ESG

O novo normal das empresas é investir no propósito

Por Por André Coutinho e Luis Wolf Trzcina Atualizado em 5 nov 2020, 15h46 - Publicado em 5 nov 2020, 13h50

O cenário pós pandemia começa a se descortinar para o mundo empresarial e este quadro apresenta uma atmosfera mais colaborativa, mais consciente, com propósito e com atenção para a comunidade. E sob esse prisma, a adoção de práticas “ESG” (do inglês, Environmental, Social and Governance), tornou-se fundamental para que se reduzam os impactos da negligência ecológica, das desigualdades sociais e da gestão temerária das empresas. Dissecando o conteúdo da sigla acima, nelas se incluem as seguintes práticas:

 –  E (Ambiental) – que é a maneira como a empresa descarta os resíduos, controla as emissões de gás carbônico e a fonte de energia utilizada.

–  S (Social) – que abrange o cuidado com a segurança dos colaboradores, a diversidade no quadro de empregados e o relacionamento com a comunidade no entorno.

–  G (Governança) – que inclui a implementação de uma política clara anticorrupção, de transparência fiscal e de independência do conselho.

               Assim, as informações sobre práticas ambientais, sociais e de governança adequadas vêm sendo cada vez mais levadas em consideração pelos investidores ao tomarem decisões sobre como alocar os recursos disponíveis. Isso porque as empresas que se guiam por critérios ESG normalmente geram resultados mais positivos no longo prazo, por terem critérios mais cuidadosos de condução dos negócios, funcionários mais satisfeitos e engajados e um ambiente de trabalho mais diversificado, ou seja, mais indutor à inovação.

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               A lição de casa da vez é encontrar soluções e meios de como efetivamente implementar com eficácia essas transformações. A missão é complexa, pois as métricas de ESG, como emissões, diversidade, transparência e compensações, precisam ser mensuradas, comunicadas e monitoradas, inclusive para auditorias e para atender às demandas dos investidores. Nesse sentido, é necessário realizar um processo de diligência (due diligence) mais profundo e uma avaliação firme acerca da postura da organização quanto às questões de ESG, com o intento de afastar riscos futuros de reputação e alinhada com a vontade de se investir onde haja uma real conexão com um mundo mais inclusivo e sustentável.

               Mais do que nunca, é preciso investir no bem. As percepções ligadas aos princípios de ESG evidenciam que as empresas, a partir do enfrentamento de uma das mais graves crises da humanidade e dos anseios da civilização pela sustentabilidade social, econômica e ambiental, têm uma oportunidade histórica de contribuir de modo significativo para melhorar o mundo.

 

Divulgação/Divulgação

 

*André Coutinho é sócio-líder de advisory da KPMG no Brasil e na América do Sul e Luis Wolf Trzcina é sócio-diretor da KPMG na área de impostos.

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