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Fabiano Serfaty Por Fabiano M. Serfaty, clínico-geral e endocrinologista, MD, MSc Saúde, prevenção, tratamento, dieta, bem-estar, tecnologia, inovação médica e inteligencia artificial com base em evidências científicas

A epidemia e uma chuva de oportunidades de nos reinventarmos

Marilia Moreno, apresentadora e especialista em sound healing, aponta soluções e ideias de como se fortalecer neste momento tão especial e delicado

Por Fabiano M. Serfaty e Marília Moreno Atualizado em 14 jan 2021, 23h56 - Publicado em 8 jan 2021, 16h55

Fabiano M. Serfaty: A epidemia do novo coronavírus, também desconhecido como SARS-CoV-2 (sigla em inglês que significa Severe Acute Respiratory Syndrome Coronavirus 2), responsável pela doença Covid-19 (sigla em inglês que significa Coronavirus Disease 2019), trouxe medo e, em poucos dias, um “problema desconhecido” e distante para muitos. Ela simplesmente bateu à porta de todos. Por outro lado, a epidemia nos deu a “oportunidade” de pararmos e refletirmos sobre o nosso maior bem divino: a nossa vida. A dificuldade de um momento tão delicado como a epidemia vigente foi transformada em “ oportunidade “ de nos reinventarmos .

Por isso, a partir de hoje eu convido aqui Marília Moreno apresentadora e especialista em Sound healing para que uma vez na semana ,
Iniciando na primeira semana de 2021, a gente possa trazer soluções e ideias de como podemos nos reinventarmos e nos fortalecermos neste momento tão especial e delicado .

Fabiano Serfaty: Marília, conte para gente sobre você e como você se “reinventou” buscando o equilíbrio da sua saúde mental desde o início da epidemia.

Marília Moreno: Desde quando me mudei para os Estados Unidos, comecei a investir mais na minha saúde mental, justamente por me sentir longe da família e ter que trabalhar nessa estabilidade interna para poder enfrentar os dias difíceis. Me apaixonei pela cura através dos sons, num centro de meditação que frequentava. Depois disso, decidi explorar este universo, buscando estudo e conhecimento e encontrei uma conexão mais profunda com os instrumentos tibetanos. Isso foi há 3 anos. Exerci pouco dessa modalidade antes da pandemia, justamente pela falta de tempo. Sou apresentadora por profissão. Moro em Los Angeles e faço a cobertura na televisão dos maiores eventos internacionais do entretenimento como o Oscar, Globo de Ouro, Emmys..

Quando a pandemia chegou, todos os meus trabalhos foram cancelados. Me vi com espaço e tempo para me dedicar às minhas outras habilidades. Com o início do lockdown percebi que o trabalho com o sound healing seria de muito benefício para mim e para os outros.
Estávamos todos (e estamos) buscando alguma paz interior, e um escape de tudo o que estava acontecendo. Em tempos como estes, é difícil aquietar nossas mentes e nos manter presentes no momento. Então comecei semanalmente a oferecer sessões de cura com os sinos tibetanos, gratuitamente, através da plataforma digital Zoom, pois acredito que o trabalho interno é um direito, não um privilégio.
Essa é a minha forma de me ajudar e ajudar o próximo.

F S: Recentemente, seguindo o trabalho pioneiro de Martin Seligman, fundador da Positive Psychology, tem havido centenas de livros publicados sobre a felicidade, entretanto a epidemia do coronavírus nos coloca de frente a uma crise real, que está presente na nossa realidade e que não basta apenas pensamentos positivos para que a gente possa combatê-la, afinal somos seres humanos. Precisamos ser realistas, reconhecer isto e buscar estratégias que possam nos ajudar nisso. Ninguém pode tirar de cada um de nós a “liberdade” de escolher como reagir a cada situação sendo esta positiva ou negativa. Estamos vivendo agora e escrevendo juntos um capítulo eterno da história. Temos uma epidemia de péssimos exemplos e temos uma epidemia de lindos exemplos e histórias inspiradoras. Qual a lição que vamos tirar desta história em relação ao nosso comportamento e modo de agir?

M M: A lição de que não podemos controlar o externo, porém podemos tentar nos ajudar a controlar o interno. A partir do interno conseguimos viver uma vida melhor. Os problemas sempre vão aparecer, pois a vida é um teste constante, mas como reagimos ao que nos acontece é o que vai ditar a nossa própria energia. A pandemia realmente nos assustou. Perdemos entes queridos, amigos e nos deparamos com situações que nunca antes poderíamos imaginar. Acredito ser mais um teste para aprendermos a lidar com o que nos é imposto.
Se a nossa mente estiver bem, uma situação ruim acontece mas não permanece.

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F S: Você se reinventou na internet fazendo  um trabalho muito interessante que gostaria que você nos contasse e explicasse aqui. Na sua opinião, como trabalhar a saúde mental pode nos fazer olhar para trás, em um futuro breve, e reconhecer com gratidão que fizemos o nosso melhor? Seremos modelos de inspirações ou o contrário ?

M M: Está tudo na nossa mente. Quando criamos consciência e entendemos o que acontece com nós mesmos e ao nosso redor, acordamos. Eu chamo de despertar. Enxergar o mundo como ele é e entender que as nossas ações afetam nosso externo e o coletivo. Todos temos uma responsabilidade. Um pensamento negativo influencia o outro. Um pensamento positivo influencia também. O que emanamos volta pra gente. Fazemos parte de um coletivo, então se não estivermos na plenitude de nossa consciência, como poderemos entender que isso está nos trazendo algo a mais? Isso vai depender de cada um. É muito particular. Tem uma frase que uso muito que diz: “O que você busca, você já é”. Então, se buscarmos o melhor, fizermos o bem, assim seremos.

F S: Uma das grandes inspirações da minha vida é o Rabino e Filósofo Jonathan Sacks, falecido recentemente este ano. Em homenagem à alma dele quero trazer parte de um artigo brilhante escrito por ele, com o título de :” Busca por significado”. Neste texto ele diferencia a busca da felicidade pela busca de significado na vida. Os dois parecem semelhantes. É fácil supor que as pessoas que encontram significado são felizes e as pessoas felizes têm sentido. Mas infelizmente os dois não são o mesmo e nem sempre se sobrepõem. Acho que nesse ponto precisamos parar e refletir, uma vez que a felicidade é, em grande parte, uma questão de satisfazer necessidades e desejos. O significado, em contraste, é sobre um senso de propósito na vida, especialmente fazendo contribuições positivas para a vida dos outros. A felicidade é em grande parte sobre como você se sente no presente. O significado é sobre como você julga sua vida como um todo: passado, presente e
futuro. A felicidade está associada ao receber, significado, ao dar. Indivíduos que sofrem estresse ou ansiedade não são felizes, mas podem estar vivendo vidas ricas de significado. Os infortúnios de momentos difíceis podem até reduzir a felicidade presente, mas as pessoas muitas vezes conectam esses momentos com a descoberta de um significado importante para as suas vidas.  Além disso, a felicidade não é exclusiva dos seres humanos. Os animais também experimentam contentamento quando seus desejos e necessidades são satisfeitos. Mas o significado é um fenômeno distintamente humano. Afinal somos seres “ humanos”. Não é sobre o que acontece conosco, mas sobre como interpretamos o que nos acontece. Pode haver felicidade sem significado, e pode haver significado na ausência de mais na vida do que ser feliz. A explosão de uma outra epidemia vigente de de depressão e ansiedade demonstra o comportamento de parte da sociedade atual , que da exemplos claros, de que a busca pela felicidade pode resultar em uma vida relativamente superficial egocêntrica e até mesmo egoísta. O que torna a busca do significado diferente é que esta busca se trata da busca de algo maior que o “eu”. Como você busca o seu significado? Como os outros te ajudam nesta busca ? E como você ajuda as pessoas nesse trabalho tão sensível que você faz, o Sound Healing, a encontrar o significado na vida delas ?

M M: Busco diariamente através da doação, que não é exclusivamente mandar dinheiro pra quem precisa, mas é especialmente sobre proximidade e afeto, trazer positividade e elevar a vibração e a alegria. Lembra do “O Segredo”? Acredito nisso. Acredito na elevação de nossa vibração para que possamos brilhar. Somos seres humanos e nem sempre estaremos bem, e está tudo bem, se tiver consciência disso, e explorar seus “porquês”. “Por quê não estou bem hoje?”, “Como posso melhorar?”. A cura através dos sons é uma modalidade que usa os sons para elevar a nossa vibração e atingir uma frequência mais alta. Quem medita busca isso. Mas nem todos sabem ou gostam de meditar.
Gosto de dizer que o sound healing te traz involuntariamente para esse estado meditativo. Você entra nessa onda Alfa e Theta sem que faça esforço. As vibrações dos sinos criam as ondas binaurais e trazem relaxamento para quem as ouve.

Não tem “certo” ou “errado” de como se sentir durante a prática. O importante é estar aberto para receber. Algumas pessoas dormem, outras não, mas, com certeza, se sentem melhores do que antes da sessão. Acontece uma troca, pois eu também recebo essa energia, todos se beneficiam neste processo constante de troca e evolução.

Marilia Moreno
Marilia Moreno Arquivo pessoal/Divulgação

Marilia Moreno
Apresentadora, sound healer e eterna aprendiz da evolução pessoal.

Site : http://www.mariliamoreno.com
Instagram:@mariliamorenoreal
Zoom meeting:
Às quintas 20:30
https://us02web.zoom.us/j/8797344468?pwd=TTc0N21GOXhtRGZuYThjYWxKRnphQT09

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