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Fabiane Pereira Por Fabiane Pereira, jornalista

Elis Regina ganha releitura no meio do caos

Cantora baiana Illy prova que o novo sempre vem

Por Fabiane Pereira - Atualizado em 24 abr 2020, 19h23 - Publicado em 24 abr 2020, 19h20

Acompanho de perto o amadurecimento profissional de Illy. A cantora baiana, radicada no Rio de Janeiro, lançou ontem uma ode à Elis Regina, o álbum pop e contemporâneo “Te adorando pelo avesso”, com participações certeiras do rapper Baco Exu do Blues e do músico Silva – ambos antigos parceiros da artista.

A faixa que abre o disco, “Alô, alô, marciano”, foi lançada como single ano passado com um timbre de guitarra interessante que marca bem a voz cool expressiva de Illy. Já a gravação antológica de “Como nossos pais” se transformou numa versão ultra moderna em ska, com componentes eletrônicos.

Illy ousa ao regravar músicas que foram imortalizada por uma das cantoras mais importantes da história da MPB. Ao lado dos músicos Gabriel Loddo e Guilherme Lirio, a artista produziu um disco diferente de tudo que já se ouviu em tributos dedicados à Elis Regina. A belíssima capa é uma alusão ao álbum “Elis – 1973”, com Illy virada de ponta-cabeça, em foto de Julia Pavin.

“Na Baixa do Sapateiro” virou rock pesado, guiado por um berimbau. “Trem azul” ganhou ares futuristas, com referência em Connan Mockasin. “Fascinação” ficou dançante e teve células do funk melody, “Querelas do Brasil” se tornou um samba-reggae. As doze escolhas de Illy não são óbvias.

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Disco lançado no meio da pandemia, “Te adorando pelo avesso” é um carinho na alma em tempos de cólera. É álbum de celebração ou nas palavras da intérprete, “um disco de adoração”. Contrariando muitos artistas da nova geração, Illy prova que criar algo novo passa longe de negar o passado. Illy vive o presente e mira no futuro.

Ótima pedida de audição para o final de semana!

 

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