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Cervejinha Por Blog Da produção aos estilos, tudo que você precisa saber sobre o universo das cervejas especiais, por Carolina Barbosa

Oktoberfest: um manual sobre a 34ª edição da festa de Blumenau

Novidades em chopes da Eisenbahn, camarote inspirado em pub inglês e nova cenografia estão entre as atrações do megaevento, que começa nesta quarta (4)

Por Carolina Barbosa - Atualizado em 4 out 2017, 00h24 - Publicado em 3 out 2017, 23h33

Aguardada ansiosamente pelos apreciadores da cerveja e da cultura germânica, a Oktoberfest de Blumenau dá partida a sua 34ª edição nesta quarta (4), na cidade catarinense encravada a cerca de 150 quilômetros da capital Florianópolis. Considerada a maior festa alemã do país e uma das mais representativas do gênero no mundo, a temporada (com encerramento no domingo, 22) reúne desta vez atrações para os mais diversos gostos e bolsos. Ao longo de dezenove dias, são esperadas cerca de 600 000 pessoas na Vila Germânica.

Patrocinadora do megaevento pelo terceiro ano consecutivo, a Eisenbahn, cervejaria natural de lá, estaciona no complexo com a proposta de transformar o local numa grande estação de trem. Sob a temática “Estação Eisenbahn”, a ideia é homenagear a história da marca, que completa 15 anos neste ano, e a cidade, reconhecida em 2017 como a Capital Brasileira da Cerveja, por meio de elementos espraiados pelos quatros pavilhões. Os dez bares da cervejaria oficial, por exemplo, ganham a forma de locomotivas, dotadas de detalhes, enquanto as janelas exibem imagens de pontos turísticos de Blumenau. “Queremos que o público, durante o período aqui, tenha uma imersão na cultura germânica, da bebida à música, a ponto de sentir vontade de voltar no próximo ano”, destaca Alexandre Alves Du Rocher Candido, diretor de Cervejas Especiais da HEINEKEN Brasil (proprietária da Eisenbahn).

Locomotiva: a ideia é que o público embarque na diversidade de estilos, aromas e sabores Eisenbahn/Divulgação

Ao convidar o público a embarcar nesta viagem por estilos, aromas e sabores, a Eisenbahn oferecerá chopes dos seguintes rótulos: pilsen, weizenbier (de trigo), pale ale, oktoberfest (sazonal, produzida às vésperas da festa, com caráter maltado) , 5 anos (amber lager com dry hopped), dunkel (escura e bastante premiada, melhor enquadrada nas características do estilo schwarzbier), strong golden ale (mais encorpada e alcoólica), as recém-lançadas american ipa (bem lupulada, leia-se mais amarga) e german pilsen (de amargor fino, marcante e suave adocicado de malte), além do Bier Likor (R$ 10), pela primeira vez em cartaz na festa. Os exemplares, todos de 400 mililitros, estarão à venda por valores entre R$ 9 (pilsen) e R$ 10 (demais variedades).

O conceito: divulgação até as instalações do evento Eisenbahn/Divulgação

No entanto, a fim de incentivar a degustação de outras sugestões, durante a programação noturna, o hino da cervejaria será tocado três vezes. Nesse momento, todos os bares piscarão e, enquanto a canção rolar, o consumidor terá a opção de trocar suas fichas do tipo pilsen por qualquer outra sugestão da marca. “A gente entende que o propósito da marca é ser a porta de entrada e guia para o universo das cervejas especiais. Se ela foi escolhida para promover a democratização dessa cultura, nada mais justo então do que oferecermos diversas possibilidades aos nossos convidados viajantes”, reforça Rocher.

Os bares dedicados a outros rótulos especiais: Baden Baden e Ichiban integram a lista Grupo Heineken/Divulgação

Alternativa mais em conta, o chope Schin sairá a R$ 7 (400 mililitros), enquanto o Kirin Ichiban (puro malte), na mesma quantidade, custará R$ 9. Já as versões Baden Baden Stout e Red Ale, envelhecidas em barril de carvalho, serão oferecidas por R$ 11 (400 mililitros). Além das cervejas do grupo da marca oficial, outras conterrâneas artesanais, a exemplo de Bierland, Blumenau, Das Bier, Wunder Bier e a debutante Hemmer, serão comercializadas a R$ 9 (cada).

Para comer, serão mais de 87 pratos à venda nos pontos espalhados pela praça de alimentação, setores 1, 2 e 3 e Eisenbahn Biergarten, além de cem sugestões nos estabelecimentos do complexo. Os preços variam entre R$ 10 e R$ 45. Aos interessados, as iguarias vão desde pão com bolinho e flammkuchen (pizza alemã)a hambúrguer de costelinha de porco e philadelphia chicken. Vegetarianos e celíacos terão um espaço com petiscos especiais. A cerveja sem glúten, por exemplo, custará R$ 11 (355 mililitros).

À moda germânica: dentro do pavilhão, mesas, chopes, trajes típicos Oktoberfest/Divulgação

Quem quiser curtir o agito com mais conforto terá à disposição o camarote The Basement Mit Eisenbahn. Em dez dias do festival, o espaço funcionará com comida e bebida liberada para 700 convivas por turno. Inspirada no badalado pub inglês The Basement, famoso reduto instalado num porão centenário da cidade, a estrutura terá uma programação musical à parte. Os ingressos estão à venda no site (clique aqui para comprar) a partir de R$ 245 (feminino, 1º lote + taxa) e R$ 330 (masculino, 3º lote + taxa).

Dança típica: atração na Oktoberfest Oktoberfest/Divulgação

Aqueles que preferirem o ingresso normal podem adquiri-lo no site do evento (clique aqui para comprar). Às sextas, as entradas sairão a R$ 30 e aos sábados o valor passa para R$ 40. Dias 11 e 12, os ingressos custarão R$ 30. A abertura, nesta quarta (4), o encerramento, dia 22, e as segundas, 9 e 16, terão acesso gratuitos. Aos domingos, terças, quartas e quintas (exceto véspera de feriado e feriado) pagam-se R$ 12 pelo bilhete.

Edição anterior da festa: animação em meio ao pavilhão Oktoberfest/Divulgação

Para quem não sabe, o festival que atrai um séquito de apreciadores do líquido produzido a partir de água, malte, lúpulo e levedura por aqui teve suas raízes em 12 de outubro de 1810, em Munique, na região da Baviera, sul da Alemanha. Na ocasião, a fim de permitir que os plebeus participassem da cerimônia de casamento do então príncipe Ludwig, foi realizada uma celebração a céu aberto. As comemorações, à época marcadas por uma bem-sucedida corrida de cavalos, ganharam fama e começaram a se repetir, cada vez mais incrementadas nos anos posteriores, com barracas de cervejas e comidas. Chegou-se, enfim, ao modelo atual, que atrai anualmente cerca de 6 milhões de pessoas em pouco menos de 20 dias. Referência mundial, inspirou versões como a de Blumenau e a de Santa Cruz do Sul, a pouco mais de 150 quilômetros de Porto Alegre (RS), ambas em regiões que receberam imigração germânica – e com mais de trinta anos de tradição. Que continue assim! Ein Prosit! 

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