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Olimpíada Tokyo: pira olímpica possui chama que não polui o ar

Assinado pelo estúdio Nendo, a pira olímpica funciona a base de hidrogênio e tem design que representa a energia do sol

Por CASACOR Atualizado em 28 jul 2021, 12h55 - Publicado em 28 jul 2021, 10h00
A tenista japonesa Naomi Osaka acende a pira olímpica durante a cerimônia de abertura dos Jogos de Tokyo 2020.
A tenista japonesa Naomi Osaka acende a pira olímpica durante a cerimônia de abertura dos Jogos de Tokyo. Reprodução twitter @naomiosaka/Veja Rio

Assinado pelo estúdio Nendo, a pira olímpica dos jogos de Tokyo é um dos pontos das Olimpíadas criado para representar a inclusão e a igualdade de gênero: “todos se reúnem sob o sol, todos são iguais e todos recebem energia”, diz o conceito concebido por Mansai Nomura, ex-diretor executivo de criação da equipe de planejamento das cerimônias de abertura e encerramento, a partir do qual foi criado o design que se assemelha ao sol.

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Takumi Ota/nendo.jp/Veja Rio

Foram feitos 85 rascunhos até se chegar ao design final: houve esboços de fogo preso em vidros resistentes ao calor a chamas que giram criando uma aparência esférica. Por tentativa e erro, a forma final ficou como uma esfera composta por hemisférios superior e inferior, cada um com cinco painéis representando os anéis olímpicos.

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Hiroshi Iwasaki/nendo.jp/Veja Rio

Quando se abre, a pira faz um movimento que remete à florescência: isso expressa não apenas o próprio Sol, mas também a energia e a vitalidade que podem ser obtidas a partir dele, como plantas brotando, flores desabrochando e mãos se abrindo para o céu.

Energia limpa

Diferente da pira dos jogos do Rio 2016, que funcionava a gás, a peça assinada pelo estúdio Nendo é alimentada por hidrogênio – a energia foi gerada em uma instalação localizada na província de Fukushima, que está se recuperando dos danos causados pelo Grande Terremoto de Tohoku ocorrido em 2011.

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O hidrogênio, que não emite dióxido de carbono quando queimado, também foi usado para alimentar a tocha em determinadas partes do revezamento. A eletricidade necessária para a eletrólise da água no processo de produção de hidrogênio foi fornecida pela geração de energia solar.

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Hiroshi Iwasaki/nendo.jp/Veja Rio

O hidrogênio queima com uma chama incolor e transparente e é invisível. Para servir de chama olímpica, era necessário ser colorido, então carbonato de sódio foi utilizado para criar uma reação e deixar a chama amarelada. Diversos estudos foram realizados para determinar a quantidade da solução que deveria ser pulverizada perto da chama, assim como qual o melhor ângulo para a válvula, a fim de criar uma chama mais natural e parecida com o fogo feito a partir de lenha.

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Hiroshi Iwasaki/nendo.jp/Veja Rio

Trabalho minucioso

O peça final pesa mais de 2 toneladas e tem um diâmetro aproximado de 3,5 m. O painel externo, que pesa aproximadamente 40 kg por folha, foi feito com placas de alumínio de 10 mm de espessura, moldados com uma prensa quente especial em uma velocidade ultrabaixa para evitar distorções. Ajustes, polimentos e aplicação de tintas foram feitos manualmente por artesãos.

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Hiroshi Iwasaki/nendo.jp/Veja Rio

A parte interna é à prova d’água, à prova de fogo e resistente ao calor. Revestida por painéis de espelhos poligonais, cria um reflexo difuso da iluminação das cerimônias e da luz do fogo.

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Ikki Yamaguchi/nendo.jp/Veja Rio

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