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Bruno Chateaubriand Por Bruno Chateaubriand, jornalista

Carol Hungria: “Festões se transformaram em micro weddings”

Estilista de noivas relata as transformações do seu ateliê nesse primeiro ano de pandemia

Por Bruno Chateaubriand Atualizado em 27 abr 2021, 15h11 - Publicado em 26 abr 2021, 13h40

Em meio à pandemia, um dos setores que mais sofreu foi o mercado de casamentos. Milhares de festas foram canceladas do dia para noite em todo o planeta. Estilistas, bufes, cerimonialistas, DJs, fotógrafos tiveram que se transformar e buscar novas fórmulas para esse momento desafiador. Manter os empregos dos muitos profissionais, ao longo do último ano, vem sendo o grande problema desses pequenos empresários. Em maio, no tradicional mês das noivas, daremos espaço para que esses profissionais possam relatar o dia-a-dia e as modificações que foram observadas e realizadas nesse setor que movimentava bilhões de reais em todo país.  Para a estreia, nessa última semana de abril, convidamos a estilista Carol Hungria.

 

“Passamos um ano bem diferente de tudo que já vivemos. Aquele agito usual do Atelier, com gente entrando para provar vestido, noivas saindo com suas capas, mães de noiva animadas e emocionadas, avós de noiva querendo vir nas provas para ver a neta com a renda que ela escolheu, simplesmente parou de acontecer. E foi do dia pra noite.
Eu adorava ver a sala cheia de clientes, tomando uma tacinha, sonhando com o grande dia. Eu sempre sonhei junto com elas na hora de desenhar o vestido! Ficamos muitos meses com os nossos funcionários em casa, no início da pandemia estávamos com 58 profissionais. Com o tempo, tivemos alguns casamentos que não foram adiados, então começamos aos poucos a voltar a trabalhar presencialmente, fazendo esquema de escalas de equipe, alguns funcionários do grupo de risco deixamos trabalhando em casa, e assim fomos nos readaptando.
Atualmente estamos com 50 funcionários. Fico feliz de termos conseguido manter a maioria do nosso pessoal! Não é fácil nesse momento ter todo uma estrutura de empresa. Tivemos muitos casamentos remarcados por mais de uma vez. Tivemos casamentos que aconteceram quase que normalmente em cidades com flexibilizações. Mas também tivemos festões que se transformaram em micro weddings. Tivemos também os noivos que optaram por casar solos, com transmissão online para todos os seus convidados que não podiam estar presentes presencialmente. E dessa forma vimos a criatividade e a esperança tomar conta desse mundo “bridal”. Essas noivas que mantiveram os formatos de evento próximos a sua festa original optaram por manter seus modelos conforme o desenho. Já as noivas que remarcaram a data para uma estação do ano diferente da inicial, preferiram modificar detalhes do vestido, como inclusão de mangas, ou a transformação de um modelo mais invernal em um vestido mais decotado. Mas o interessante foi que muitas festas que diminuíram de tamanho tiveram noivas que não queriam perder a chance de realizar o sonho de vestir seus vestidos. Em contraste a essas noivas, tivemos clientes que optaram por fazer mais de uma festa e com isso terminamos confeccionando muitos vestidos para casamentos civil, um temperinho para um casal que sonha em viver esse momento juntos”

Carol Hungria é estilista desde 2005 e mantem ateliê no Jardim Botânico 

 

 

Dados do IBGE, sobre o universo de casamentos, foram atualizados em dezembro de 2020

 

  • Duração média do casamento caiu de 17,5 anos para 13,8 anos em dez anos.
  • A diferença das idades médias entre cônjuges foi de 3 anos, sendo que os homens se uniram, em média, aos 31 anos, e as mulheres, aos 28 anos de idade.
  • Guarda compartilhada cresce de 7,5% para 26,8% desde a lei que priorizou a modalidade em 2014.
  • Cerca de 77.495 crianças nasceram e não obtiveram certidão de nascimento em 2018.
  • Entre 1999 e 2019, o percentual de nascimentos cujas mães tinham até 20 anos caiu de 21,4% para 14,3%, enquanto entre mães de 30 a 34 anos cresceu de 14,9% para 21,1%.
  • Em 1978, o efetivo de registros de óbitos das pessoas de 65 anos ou mais de idade representava 30,1% do total; em 2019, esse percentual alcançou 61,1%.
  • O estudo verificou crescimento nos registros de óbitos de jovens de 15 a 24 anos do sexo masculino por causas externas na maioria dos estados do Norte e Nordeste.
  • Em 2018, do total de causas de morte provenientes de quedas para ambos os sexos, 45,7% pertenciam à população de 80 anos ou mais de idade.
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