Substâncias proibidas encontradas no exame antidoping do lutador Anderson Silva estão à venda por menos de 30 reais na internet. Entenda como agem no corpo

Após a dura batalha para se recuperar de uma fratura na perna e a reestreia no octógono do UFC com direito a vitória sobre o americano Nick Diaz, a notícia de que o lutador Anderson Silva foi pego no exame antidoping surpreendeu a todos. O resultado do laudo: uso de drostanolona e androstano, substâncias não […]

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Anderson Silva: exame antidoping acusou substâncias proibidas (Crédito: VEJA.com)

Após a dura batalha para se recuperar de uma fratura na perna e a reestreia no octógono do UFC com direito a vitória sobre o americano Nick Diaz, a notícia de que o lutador Anderson Silva foi pego no exame antidoping surpreendeu a todos. O resultado do laudo: uso de drostanolona e androstano, substâncias não muito comuns em casos de doping, mas esta última usada pelo corredor canadense Ben Johnson nos Jogos Olímpicos de Seul, em 1988, em um dos flagrantes mais icônicos. Facilmente encontradas à venda sob a forma injetável, com os nomes Masteron e Parabolan, respectivamente, as drogas não custam caro. A primeira está saindo por R$ 25,00 no site maxanabol.com.br, e a segunda por R$ 30,00.

Tratam-se de agentes anabolizantes que dão vantagem tanto física quanto psicológica a longo prazo. Tanto um quanto outro ajudam no aumento da massa muscular e da resistência, bem como estimulam a agressividade e a diminuição do medo. Claramente proibidos, podem ter sido usados por Silva durante seu período de recuperação. Ainda assim, lhe dariam incontestável vantagem no dia da disputa, mesmo que já não estivessem mais presentes em seu organismo. Entre os efeitos colaterais está o aumento do colesterol e acne.

+ Substâncias foram usadas de forma proposital, segundo médico

Nesta quarta (4), o médico do UFC e do Clube de Regatas do Flamengo Márcio Tannure, que cuida do Spider, declarou ao canal SporTV que o atleta está desapontado com a divulgação do laudo que o acusa de doping. “Falei com o Anderson para entender o que aconteceu. Ele está chateado, desapontado, não está entendendo o que ocorreu” contou Tannure. “Ele alega não ter feito uso. Acredito nele. Anderson tem uma carreira exemplar, sempre deu exemplo e nunca passou por uma coisa dessas. Precisamos esperar todo esse processo em andamento para depois fazer um comunicado oficial para provar se é inocente. E acredito que é o que vai acontecer”, finalizou Tannure.

O Aranha será ouvido pela Comissão Atlética de Nevada, estado americano onde a luta aconteceu, no dia 17 de fevereiro. Seu oponente, Nick Diaz, também será ouvido, pois foi flagrado no exame por uso de maconha – pela terceira vez.

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